O Nintendo Switch 2 ganhou nesta quinta-feira (22) a primeira demonstração pública de código não autorizado rodando no console. O autor é o usuário pepsipu, que publicou no X um vídeo de Mario Kart World com pilotos que a Nintendo nunca colocou no jogo. Hatsune Miku e Peter Griffin, de Family Guy, aparecem na pista. Cinnamoroll e personagens de Angry Birds também foram citados entre os conteúdos inseridos.
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O exploit parte do SmileBASIC 4, ambiente de programação lançado para o Switch original que também roda no sucessor. Uma falha nesse software permite executar código próprio e alcançar módulos do sistema operacional do Switch 2, incluindo partes ligadas ao sistema de arquivos. Com isso, ficam possíveis o homebrew (programas feitos por usuários e grupos independentes), mods em jogos compatíveis e a cópia de arquivos de salvamento, algo que a Nintendo restringe oficialmente.
Longe de um desbloqueio completo
O método tem limites claros. Ele não dá controle sobre o kernel, a camada do sistema que gerencia os recursos do aparelho, então o acesso continua parcial. Também é do tipo tethered: basta desligar ou reiniciar o console para o efeito sumir, e o processo precisa ser refeito do zero.
A lista de requisitos é longa. É preciso ter uma versão compatível do SmileBASIC, arquivos de salvamento preparados para o ataque, ferramentas de desenvolvimento rodando em um computador e o sistema do console na versão 23.0.1. Fora dessas condições, nada funciona.
Rodar jogos piratas não fez parte da demonstração, e não há indício de que o Switch 2 tenha sido aberto de forma permanente. Quem espera ver o novo console repetir a trajetória do primeiro modelo, que acumulou vários métodos de desbloqueio e virou plataforma frequente de software alternativo, ainda está longe disso.
Nintendo pode fechar a brecha
Desde o lançamento do Switch 2, em 2025, a Nintendo mantém barreiras contra modificações, com foco em pirataria e em alterações que afetem o jogo online. Como o exploit depende de um aplicativo específico e de uma versão exata do firmware, a empresa pode bloqueá-lo com uma atualização do sistema ou com medidas sobre o próprio SmileBASIC. A Sony vive situação parecida com o PS5, que foi desbloqueado recentemente e vem recebendo atualizações para barrar software ilegal.
Para quem tem um Switch 2 no Brasil, a descoberta muda pouco no uso diário. O procedimento é trabalhoso, depende de PC e se desfaz a cada reinício. Vale acompanhar se você gosta da cena de homebrew; para o resto, é só curiosidade técnica por enquanto.
Até agora, o método só foi descrito funcionando na versão 23.0.1 do sistema, com o SmileBASIC 4 instalado no console.
