A Nintendo confirmou que vai lançar uma versão revisada do Switch 2 na Europa, e o motivo não tem nada a ver com desempenho: é regulamentação. A partir de 2027, a União Europeia passará a exigir que aparelhos eletrônicos tenham baterias que o próprio usuário consiga substituir sem ferramentas especiais nem visita à assistência técnica. Para continuar vendendo o console no bloco, a fabricante japonesa precisou adaptar o projeto.
Na prática, a mudança é discreta para quem joga. A Nintendo admite que o console revisado fica um pouco mais pesado e perde cerca de 1% de capacidade da bateria por conta do novo compartimento de acesso facilitado — uma troca pequena em nome da reparabilidade. Todas as demais funções, incluindo desempenho, tela e compatibilidade de jogos, seguem idênticas às do modelo atual. Ou seja, ninguém vai sentir diferença real na hora de jogar.
O cronograma divulgado é escalonado. O console e os Joy-Con revisados devem chegar no outono europeu de 2026 (entre setembro e dezembro); o Controle Pro e o par de Joy-Con 2 vêm no inverno europeu; e os controles clássicos inspirados no Nintendo 64 e no GameCube ficam para 2027. A Nintendo também confirmou que vai encerrar as vendas do Switch original — nas versões padrão, Lite e OLED — na Europa a partir de fevereiro de 2027, já que esses modelos não serão adaptados às novas regras.
Para o público brasileiro, a novidade importa mais como sinal do que virá do que como algo imediato. Leis de bateria substituível como a europeia costumam pressionar fabricantes a padronizar projetos mundo afora, o que, no médio prazo, pode significar consoles e gadgets mais fáceis de consertar também por aqui. Enquanto isso, quem quiser garantir o console atual — ou reforçar o setup com acessórios — ainda encontra o Switch 2 e seus periféricos normalmente à venda no Brasil.

