A Netflix confirmou nesta quarta-feira (14) que vai demitir cerca de 6% dos funcionários, perto de mil pessoas. A informação está num comunicado interno assinado pelos co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters, obtido pelo The Wall Street Journal. É o maior corte da empresa desde 2022.
Na semana passada, o site Puck antecipou o plano e falava em 5% do quadro, uns 850 cargos. O número final ficou acima disso. Segundo o WSJ, as vagas cortadas estão nas áreas de produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos.

No texto, os dois executivos dizem que a meta de “entreter o mundo” pede escolher onde colocar gente e dinheiro, e que a empresa segue no rumo das projeções do ano. Prometem também continuar investindo pesado nas áreas que dão mais retorno. O comunicado não anuncia novas rodadas de corte, mas também não descarta. Procurada, a Netflix disse que não vai comentar além da nota interna.
Por que agora
O corte acontece seis dias antes da divulgação do balanço do terceiro trimestre, marcada para 20 de outubro. As ações da empresa caem perto de 27% em 2026, num ano em que a Netflix perdeu para a Paramount a disputa pela compra da Warner Bros. e viu a receita crescer em ritmo menor a cada trimestre.
Desde então, a empresa voltou o foco para o próprio serviço: mais anúncios para assinantes, direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2030 na Espanha e jogos próprios, como o terror The Conjuring: Unspoken. Para quem assina no Brasil, nada muda de imediato: o comunicado não menciona preço, planos ou catálogo.