Um suposto novo gadget de inteligência artificial da SpaceX virou assunto e foi desmentido no mesmo dia. Uma reportagem do Wall Street Journal afirmou que a empresa de foguetes de Elon Musk estaria desenvolvendo seu primeiro dispositivo voltado ao consumidor final — um aparelho descrito como “mais fino que um iPhone”, com sistema operacional próprio apoiado nos serviços da xAI e um processador da Qualcomm. A resposta de Musk foi direta: em publicação na rede X, ele chamou a matéria de “totalmente falsa”.
O timing do rumor chama atenção. A reportagem saiu pouco antes de uma oferta pública de ações bilionária da SpaceX, um momento em que qualquer sinal de diversificação de negócios pesa na avaliação da companhia. Segundo o texto original, a própria empresa teria dito a investidores que um eventual projeto nesse sentido estaria em estágio muito inicial e poderia ser modificado ou até engavetado — ou seja, longe de um produto pronto para as prateleiras.
Vale lembrar por que a ideia soa ao mesmo tempo tentadora e arriscada. O mercado de “aparelhos de IA” dedicados vem colecionando fracassos: o Humane AI Pin e o Rabbit R1 foram lançados com muito barulho e frustraram justamente por tentarem substituir o smartphone sem entregar o mesmo nível de utilidade. Um dispositivo apoiado na xAI faria sentido dentro da estratégia de Musk de conectar suas empresas — do Grok à rede X —, mas transformar isso em hardware de consumo é um salto que nem gigantes como a própria Apple deram ainda.
Para o público brasileiro, que acompanha de perto a corrida da IA e já testa assistentes como Grok, ChatGPT e Gemini no dia a dia, a lição é a de sempre com vazamentos envolvendo Musk: enquanto não há anúncio oficial, é rumor. O desmentido não elimina totalmente a possibilidade de a SpaceX ou a xAI explorarem hardware no futuro, mas, por ora, o “iPhone killer de IA” da SpaceX existe apenas no campo da especulação.
