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Midjourney entra na saúde com scanner corporal por ultrassom que promete rivalizar com ressonância

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Midjourney entra na saúde com scanner corporal por ultrassom que promete rivalizar com ressonância

A Midjourney, conhecida por seu gerador de imagens por inteligência artificial, anunciou uma guinada inesperada: a criação da Midjourney Medical, uma divisão voltada à saúde. O produto de estreia é o “Ultrasonic CT”, um sistema de escaneamento corporal em 3D que usa ultrassom e se posiciona como uma possível alternativa à ressonância magnética convencional — uma promessa ambiciosa que já dividiu opiniões.

O funcionamento proposto é peculiar. Desenvolvido em parceria com a Butterfly Network, especialista em sensores de ultrassom, o sistema coloca o paciente em uma estrutura rasa, parecida com uma piscina, na qual ele submerge gradualmente até a área de escaneamento. Anéis de sensores trabalham ao redor do corpo e, a partir dos resultados do ultrassom, geram imagens detalhadas de órgãos e tecidos internos. Todo o processo levaria cerca de 60 segundos e dispensaria radiação, agentes de contraste e os ímãs potentes que tornam a ressonância cara e demorada.

Os planos comerciais são tão grandiosos quanto o conceito. A estreia está marcada para o fim de 2027, em San Francisco, em um formato de spa e bem-estar — e não de hospital. No longo prazo, a empresa fala em 50 mil aparelhos instalados até 2032 e na marca de um bilhão de escaneamentos por mês. É uma escala que, se concretizada, mudaria a lógica do diagnóstico por imagem, hoje concentrado em clínicas e hospitais.

Por outro lado, a recepção da comunidade médica e das redes foi de ceticismo. As aplicações iniciais devem ser limitadas a coisas como mapeamento corporal e índice de gordura, justamente porque a aprovação regulatória para diagnósticos mais sérios é longa e rigorosa. A comparação direta com a ressonância magnética — exame referência para tecidos moles, cérebro e articulações — soou exagerada para muitos especialistas. Para o leitor brasileiro, é um caso a acompanhar com curiosidade e cautela: uma empresa de IA generativa entrando na saúde mostra o tamanho da ambição do setor, mas transformar imagem bonita em diagnóstico confiável é um salto que ainda precisa passar pelo crivo da ciência e dos órgãos reguladores.



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