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Project Pantheon: Microsoft testa rival do Recall que só guarda o que você escolhe

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Project Pantheon: Microsoft testa rival do Recall que só guarda o que você escolhe

A Microsoft está testando no Windows um aplicativo de memória pessoal com inteligência artificial, chamado internamente de Project Pantheon. A proposta lembra o Recall, mas com a lógica invertida: em vez de o sistema registrar sozinho tudo o que aparece no monitor, é a pessoa quem decide o que entra no acervo. Links, fotos, gravações de áudio, documentos e prints vão para um mesmo lugar, e depois um chatbot responde perguntas sobre esse material.

Como o app funciona

O centro do Pantheon é o Content Vault, uma espécie de cofre de conteúdo. Ali o material fica agrupado em coleções, que o usuário monta à mão ou deixa a IA organizar. A tela tem três áreas: navegação à esquerda, as coleções com miniaturas no meio e, à direita, a janela de conversa com o modelo de IA selecionado.

Para não obrigar ninguém a abrir o programa a cada novo item, a versão de teste tem atalhos espalhados pelo sistema. Dá para mandar coisas ao cofre pelo navegador, pelo Explorador de Arquivos, pelo menu Compartilhar do Windows e pela Ferramenta de Captura. Com as coleções prontas, os pedidos são do tipo “resuma esta coleção”, “em que eu estava trabalhando?” ou “escreva um rascunho a partir disto”. Um botão “Lembre-se disso” marca um item como prioritário para a IA.

Dois detalhes técnicos chamam atenção. O primeiro é o suporte ao Model Context Protocol (MCP), padrão aberto que, no desenho atual, deixaria assistentes de terceiros como ChatGPT e Claude consultarem o conteúdo das coleções. O segundo é que a versão em teste usa modelos rodando na nuvem, o que em tese leva o recurso a computadores sem hardware para processar IA localmente. O app ainda mostra quantos tokens cada conversa consumiu.

O que muda em relação ao Recall

O Recall, restrito aos Copilot+ PCs, fotografa a tela de tempos em tempos e monta um histórico pesquisável de tudo o que passou por ela. A ideia foi criticada por pesquisadores de segurança quando apareceu, em 2024, e a Microsoft segurou o lançamento para torná-lo opcional e reforçar a proteção dos dados.

O Pantheon só guarda o que foi salvo de propósito. Isso diminui a chance de uma senha, uma conversa privada ou um extrato bancário parar na memória sem querer. O risco não some: ao enviar conteúdo pessoal para modelos remotos ou abrir as coleções a serviços externos via MCP, o usuário continua expondo informação sensível a terceiros. Para quem desligou o Recall por desconfiança, o Pantheon parece uma opção mais fácil de controlar. Quem quer registro automático e sem esforço segue melhor servido pelo Recall.

A Microsoft não comentou o projeto e não há data de lançamento. A versão que circula tem vários sinais de estar incompleta, então nome, atalhos e até a integração com MCP podem mudar antes de qualquer liberação ao público.



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