A Microsoft confirmou nesta quinta-feira (5) uma vulnerabilidade no Paint do Windows 11 que permite executar código remotamente no computador da vítima. Registrada como CVE-2026-83844, a falha recebeu nota 8,1 na escala CVSS, que mede a gravidade de brechas de segurança de 0 a 10.
O ataque depende de uma imagem preparada com código malicioso. Se o usuário abrir esse arquivo no Paint, o invasor consegue rodar comandos na máquina sem autorização. A exploração é considerada de alta complexidade, e até agora não há registro de uso da brecha em ataques reais.
O que a nota 8,1 significa
A escala CVSS divide as falhas em faixas. De 7,0 a 8,9, a gravidade é alta; a partir de 9,0, crítica. O 8,1 do Paint fica perto do topo da faixa alta. Execução remota de código é um dos tipos de falha mais perigosos, porque abre caminho para instalar malware, roubar arquivos ou usar o PC como ponto de partida para outros ataques. O que segura a nota abaixo do nível crítico é a exigência de interação: alguém precisa abrir a imagem.
Por que o Paint virou alvo
O Paint deixou de ser o editor simples de sempre. Nos últimos anos, a Microsoft adicionou camadas, remoção de fundo e recursos de IA generativa ao programa, que hoje é distribuído e atualizado pela Microsoft Store, separado do resto do sistema. Mais código lidando com arquivos de imagem significa mais pontos onde um arquivo malformado pode causar estrago. Programas que abrem mídia são alvo frequente justamente porque ninguém desconfia de uma foto.
O vetor mais provável é o de sempre: imagem anexada em e-mail, enviada por aplicativo de mensagem ou baixada de site duvidoso. No Brasil, onde golpes por WhatsApp e e-mail falso são rotina, um arquivo de imagem é uma isca que passa despercebida com facilidade.
O que fazer agora
A regra mais simples é não abrir no Paint imagens recebidas de remetentes desconhecidos. Também é bom conferir na Microsoft Store se o Paint está na versão mais recente, já que as atualizações do aplicativo passam por lá, e manter o Windows Update em dia. Se você usa o Paint só para recortar prints, não precisa abandonar o programa; basta não usá-lo como visualizador de arquivos de origem incerta.
A falha atinge o Paint do Windows 11 e foi confirmada pela Microsoft em 5 de novembro de 2026. Até o momento, não há relato de exploração ativa da CVE-2026-83844.
