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Microsoft libera Grok como opção de IA no Word, Excel e PowerPoint

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Microsoft libera Grok como opção de IA no Word, Excel e PowerPoint

A Microsoft anunciou que os modelos do Grok, da xAI de Elon Musk, passam a figurar entre as opções de inteligência artificial disponíveis dentro do Copilot — e, por consequência, dentro de Word, Excel e PowerPoint. A liberação é gradual e começa restrita: só clientes corporativos inscritos no programa Microsoft Frontier terão acesso nesta primeira leva, ao lado dos modelos do Claude e do GPT que já estavam ali.

No comunicado, a empresa descreve a parceria como uma forma de levar ao cliente corporativo o que há de mais recente em IA, calibrado para tarefas de trabalho. Traduzindo o marketing: o Copilot deixa de ser uma interface para um único fornecedor e vira uma espécie de vitrine multimodelo, onde a empresa cliente escolhe qual motor quer por trás do assistente que resume uma planilha ou reescreve um slide.

O movimento maior é reduzir a dependência da OpenAI

A adição do Grok não é um gesto isolado. Nos últimos meses a Microsoft vem sistematicamente abrindo o Copilot para modelos de fora, ao mesmo tempo em que desenvolve os próprios sistemas de linguagem. A relação com a OpenAI segue de pé, mas a exclusividade que marcou os primeiros anos do Copilot foi diluída de propósito — ter três ou quatro fornecedores concorrendo pelo mesmo espaço dá à Microsoft poder de negociação que ela não tinha quando dependia de um só.

Para quem usa o Office no trabalho, o efeito prático demora a chegar. O assinante comum do Microsoft 365 não vê nada mudar por enquanto; a decisão de qual modelo roda por baixo continua nas mãos do administrador de TI da empresa, e apenas para quem está no programa Frontier.

A escolha do modelo não caiu bem

A reação da comunidade de clientes e desenvolvedores foi longe de unânime, e o motivo tem nome. Desde que foi acoplado à rede social X, o Grok acumulou uma sequência de episódios que qualquer departamento jurídico corporativo classificaria como risco: a geração em massa de imagens sexualizadas sem autorização das pessoas retratadas — incluindo menores de idade — e respostas que enalteciam a figura de Musk, chegando a consultar a opinião prévia dele antes de formular conteúdo.

Colocar esse modelo dentro da suíte de escritório mais usada no mundo corporativo é, no mínimo, uma aposta de reputação. A Microsoft não comentou publicamente como pretende tratar essas questões no ambiente empresarial, onde as regras de moderação e de uso de dados costumam ser diferentes das que valem para um chatbot aberto ao público.



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