A Microsoft apresentou nesta sexta-feira (25) uma versão reconstruída do aplicativo Copilot para Windows. Em vez de um chatbot com funções espalhadas, o app vira uma espécie de central de IA com três áreas fixas na barra lateral: Home, Code e Autopilot. O desenho lembra bastante os apps de desktop do Claude e do ChatGPT, que já seguem essa lógica de reunir conversa, programação e agentes num lugar só.
Na aba Home ficam o chat tradicional, por texto ou voz, e o Cowork, o agente que mexe em documentos, planilhas e apresentações e consulta e-mails e mensagens dos apps conectados. A aba Code é dedicada à programação: dá para abrir sessões de trabalho com interface gráfica e passar instruções a partir de arquivos ou de uma descrição em texto, no estilo que ficou conhecido como vibe coding.

Autopilot, o agente que não espera comando
A novidade mais ambiciosa é o Autopilot, que nasceu com o nome interno de Scout. A Microsoft o descreve como um “colega de trabalho digital”: ele funciona em segundo plano, acompanha projetos, cuida de tarefas que se repetem e dá continuidade ao que ficou pendente sem que alguém precise digitar um pedido a cada etapa. Tem identidade, memória e área de trabalho próprias, e se apoia no Microsoft IQ para aprender como a empresa funciona.
A liberação vai ser gradual. Home e Code chegam primeiro aos participantes do Frontier Program, o programa de testes da Microsoft, nas próximas semanas. O Autopilot entra em acesso antecipado restrito ainda em setembro. Não há previsão para usuários comuns, nem informação sobre quando o app renovado chega ao Brasil.
Assinatura continua, agentes cobrados à parte
Quem paga o Copilot como consumidor segue com a integração no Word, Excel, PowerPoint, Outlook e Teams e com a possibilidade de escolher qual modelo de linguagem processa cada tarefa. Os três agentes (Cowork, Code e Autopilot), porém, terão preço variável conforme o uso: tarefas longas ou feitas com modelos mais caros custam mais.
A mudança é uma tentativa clara de correr atrás. Mesmo instalado de fábrica em milhões de PCs, o Copilot nunca ganhou entre usuários comuns a tração do ChatGPT, do Gemini ou do Claude; a força dele está nas empresas que já viviam dentro do Teams e do Outlook. Ao apostar num agente que assume fluxos de trabalho inteiros, a Microsoft joga justamente nesse terreno. Para quem usa o Microsoft 365 com Copilot em casa, o impacto imediato é menor, mas a direção é a de um assistente que faz mais sozinho e cobra por isso.
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