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Muse, agente de IA da Meta, passa a controlar o Spotify e vai chegar aos óculos inteligentes

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Muse, agente de IA da Meta, passa a controlar o Spotify e vai chegar aos óculos inteligentes

O Muse, agente de inteligência artificial que a Meta lançou no começo de setembro, ganhou na quarta-feira (23) uma das integrações mais pedidas por quem usa assistentes no dia a dia: o Spotify. O anúncio saiu no mesmo dia do Connect 2026, em que a Meta também confirmou que o agente vai rodar nos seus óculos inteligentes.

A diferença do Muse para um chatbot que apenas sugere músicas é que ele age dentro do serviço, como se fosse o próprio usuário mexendo no app. Com as contas vinculadas, dá para pedir que ele encontre e toque faixas, álbuns, podcasts e audiolivros, retome um episódio parado no meio, mande o som para uma caixa de som específica e monte playlists do zero, com nome e ordem das músicas definidos na conversa.

Mark Zuckerberg ao lado do mascote do Muse

Música no ritmo da agenda

O recurso mais curioso usa o calendário. Com permissão de acesso, o Muse pode disparar a playlist de corrida às 7h de todo dia, puxar músicas para concentração quando houver um bloco de trabalho marcado ou preparar uma seleção inspirada no destino de uma viagem para tocar na hora da saída. O agente também gera o Personal Podcast, formato de áudio criado por IA a partir de resumos e anotações do usuário, que fica salvo na biblioteca do Spotify.

O Spotify já conversa com outros assistentes, como ChatGPT e Claude, por meio de plugins. Nesse caso, porém, o Muse consegue cruzar dados de vários serviços conectados para executar tarefas de várias etapas sem que a pessoa abra o app. A Meta afirma que o agente roda numa máquina virtual própria e pede autorização antes de agir em serviços de terceiros, um ponto sensível depois que a Amazon bloqueou o Muse de fazer compras na sua loja.

Interface do Muse com sugestões de tarefas

Muse nos óculos

No Connect, a Meta confirmou que o agente chega aos óculos inteligentes por atualização, ainda sem data. A ideia é delegar tarefas sem tirar as mãos do que se está fazendo, como checar o preço de uma passagem enquanto cozinha. O Muse trabalha em segundo plano e avisa quando termina. Na mesma leva, os óculos vão ganhar gravação com som espacial Dolby Atmos, foto dinâmica (que escolhe o melhor quadro de uma sequência), modo de recorte na horizontal e processamento privado de dados. Nos EUA, um recurso de melhora auditiva para perda leve a moderada foi aprovado e custará US$ 149,99 à parte ou virá incluso no plano Meta One.

Muse apresentado no palco do Connect 2026, ao lado de óculos da Meta

Por enquanto, tanto o Muse quanto a integração com o Spotify são exclusivos dos Estados Unidos, e nenhuma das empresas deu previsão para o Brasil. Como a Meta acabou de confirmar os Meta Glasses para o mercado brasileiro, a chegada do agente por aqui deve ser a próxima pergunta. Quem já usa os óculos da marca pode comprar a versão atual:

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