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Muse Image: nova IA da Meta cria e edita fotos no WhatsApp e Instagram

A Meta anunciou o Muse Image, seu novo modelo de inteligência artificial voltado à criação e edição de imagens. A grande sacada não está em mais uma ferramenta isolada de IA, mas em onde ela vive: direto dentro do WhatsApp e do Instagram, os dois aplicativos que praticamente todo brasileiro tem no celular. A ideia é que você descreva o que quer em texto — “remova a pessoa ao fundo”, “coloque este produto na sala”, “restaure esta foto antiga” — e a IA entregue o resultado sem que você precise abrir um editor à parte.

Por baixo dos panos, o Muse Image é alimentado pelo modelo Muse Spark, que a Meta apresentou no início de 2026. Antes de gerar a imagem, o sistema planeja a composição, busca contexto na web e combina múltiplas referências. Entre os recursos divulgados estão a remoção de pessoas e objetos, a inserção de textos legíveis dentro da imagem, a criação de QR codes funcionais, montagens complexas, troca de penteado e até a redecoração de ambientes usando produtos reais. No Instagram, a novidade chega na forma de mais de 30 efeitos de IA para os Stories.

Exemplos de imagens criadas e editadas pelo Muse Image da Meta

Um ponto que deve gerar debate é a possibilidade de mencionar perfis públicos do Instagram como base criativa: a IA pode usar imagens desses perfis como referência para gerar novas composições. A Meta afirma que dá ao usuário a opção de recusar esse tipo de uso do próprio conteúdo, mas o recurso reacende a discussão sobre direitos de imagem e uso de material alheio para treinar e alimentar sistemas generativos — tema que já rende processos e questionamentos à empresa mundo afora.

Para o público brasileiro, o movimento é relevante porque coloca uma ferramenta de edição por IA na palma da mão de quem nunca abriria um Photoshop da vida. A Meta informou que os usos mais básicos serão gratuitos, com funções avançadas atreladas aos planos pagos dos seus apps. Na prática, isso significa que criar e ajustar imagens vai virar algo tão corriqueiro quanto mandar um áudio no WhatsApp — o que traz conveniência, mas também amplia o volume de conteúdo sintético circulando nas redes, sem que fique sempre claro o que é foto real e o que é criação de máquina.



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