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Meta lança Muse Code, agente de IA para programar direto no terminal

A Meta entrou de vez na corrida das ferramentas de IA para programadores. A empresa lançou o Muse Code, um agente de inteligência artificial que roda diretamente no terminal e auxilia no planejamento, implementação e validação de projetos de software. O produto compete diretamente com o Claude Code da Anthropic e o Codex da OpenAI, mas chega com apostas próprias que podem atrair desenvolvedores que já estão no ecossistema Meta.

O Muse Code funciona por meio de agentes assíncronos e persistentes, que continuam rodando durante toda a sessão de trabalho. Em vez de exigir que o programador explique o contexto do projeto a cada nova interação, os agentes monitoram as alterações do código em tempo real e se atualizam sozinhos — reduzindo significativamente a necessidade de repassar informações já dadas. O desenvolvedor interage via linguagem natural e pode usar comandos nativos: /plan (para estruturar a abordagem), /goal (para definir objetivos do trecho atual) e /grill (para revisar criticamente o que foi gerado). O sistema ainda suporta múltiplos agentes simultâneos para projetos de maior escala.

O modelo que alimenta o Muse Code é o Muse Spark 1.2, sucessor do Muse Spark 1.1 já presente na Meta AI. Ele foi treinado especificamente para tarefas longas de desenvolvimento — geração de repositórios completos, projetos de ponta a ponta — e tem como benchmark público as comparações com Claude Opus 5 (max) e GPT-5.6 Terra (max). O preço de uso é por token, no modelo pay-as-you-go: US$ 1,25 por milhão de tokens de entrada e US$ 4,25 por milhão de tokens de saída, sem assinatura mensal fixa. A instalação é via terminal com um único comando (curl -fsSL https://dev.meta.ai/install.sh | bash), e por enquanto o suporte se limita a macOS e Linux — usuários de Windows ficam de fora.

A ferramenta chega num mercado que ficou bem mais disputado nos últimos meses. O Claude Code já tem uma base consolidada de desenvolvedores, e o Codex da OpenAI busca espaço em empresas que integram o ecossistema GPT. A vantagem da Meta é o acesso a uma infraestrutura própria de grande escala e a possibilidade de integração com outras ferramentas da empresa. O CEO Mark Zuckerberg aceneu com a possibilidade de liberar o Muse Code em código aberto “em breve” — se confirmado, isso pode mudar radicalmente a equação de adoção, tornando-o uma alternativa viável até para quem não quer pagar por token.



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