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Meta desenvolve Hatch, agente de IA que opera apps no seu lugar

Logo da Meta AI em um smartphone

A próxima fronteira da inteligência artificial não é só responder perguntas, e sim agir. É nessa disputa que a Meta vem trabalhando, segundo relatos, em um agente de IA autônomo de codinome Hatch. A proposta é ambiciosa: em vez de apenas conversar, o assistente seria capaz de executar tarefas sozinho dentro do Instagram e dos outros aplicativos da empresa, operando interfaces como se fosse o próprio usuário tocando na tela. O usuário explicaria, em linguagem natural, em quais situações e de que forma o agente deve agir, e ele cuidaria do resto.

O detalhe técnico mais curioso está em como a Meta estaria treinando o Hatch. Em vez de depender só de chamadas de API em texto, a empresa teria montado ambientes de prática que replicam apps reais de terceiros — como DoorDash, Reddit e Outlook — para que o agente aprenda a navegar pelas mesmas telas e botões que uma pessoa usa. É uma abordagem que se aproxima dos agentes que controlam o computador clicando e digitando, e que tenta resolver o maior gargalo dessa tecnologia: lidar com aplicativos que não oferecem integração direta.

Há também uma reviravolta que diz muito sobre o estado atual do setor. Durante o desenvolvimento, o Hatch estaria sendo movido pelo Claude, modelo da Anthropic — uma concorrente direta. A Meta, porém, planejaria substituí-lo pelo seu próprio modelo, o Muse Spark, no lançamento, encerrando a dependência incômoda de uma rival. O lançamento ao público estaria previsto para antes do fim de 2026, mirando especialmente experiências de compra dentro do Instagram.

Para o usuário brasileiro, a notícia ainda está no terreno do rumor e dos planos internos, então convém tratar tudo com cautela até um anúncio oficial. Mas a direção é clara e vale o acompanhamento: gigantes como Meta e Google estão correndo para transformar seus assistentes em agentes que fazem coisas por você, e não apenas falam. Quando isso chegar de fato aos apps que usamos todo dia, surgem perguntas importantes sobre privacidade, controle e até sobre quanto poder estamos dispostos a delegar a um software que age sozinho.



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