A Meta usou o palco do Connect 2026, na noite de quarta-feira (23), para colocar o Brasil no mapa da sua linha de óculos com IA. A empresa confirmou que os Meta Glasses, óculos que ela mesma assina (sem a grife Ray-Ban na frente), vão ser vendidos por aqui. Faltou o principal para quem já está de olho: não há data, nem preço. A promessa oficial é de lançamento “em breve”, no mesmo pacote de expansão que leva o produto a Singapura, Coreia do Sul e México.
A fabricação continua nas mãos da EssilorLuxottica, a mesma parceira dos modelos Ray-Ban e Oakley. A diferença é que os Meta Glasses apostam em variedade de estilos: no evento, ganharam as armações Capri e Nova, a cor Ivory numa coleção assinada por Kylie Jenner e uma parceria com a cantora LISA, do Blackpink.

Ray-Ban Meta chega à terceira geração
A outra novidade é a nova versão do modelo mais vendido da categoria. O Ray-Ban Meta de 3ª geração chega menos de um ano depois do antecessor com armação mais fina, dois estilos inéditos (o clássico Aviator e a Zena, de desenho mais ousado) e ganhos que atacam as queixas mais comuns de quem usa esse tipo de óculos no dia a dia:
- Bateria: até 9 horas longe da tomada, ou cerca de 50 horas somando as recargas do estojo;
- Áudio de captação: seis microfones, para filtrar melhor o barulho em ligações e nos comandos de voz;
- Câmera: 12 MP, com vídeo em até 3K, e o LED que avisa as pessoas ao redor quando há gravação.
Nos Estados Unidos ele já está à venda por US$ 449 — convertido sem impostos, algo como R$ 2,3 mil. Aqui, o modelo ainda não foi anunciado oficialmente, embora a loja on-line da marca já tenha uma página em português para ele. Quem não quer esperar encontra a geração atual à venda no país, por importação:
Onde comprar:
Oferta · Amazon Ray-Ban Meta Wayfarer RW4006 Shiny Black com câmera de 12 MP Ver oferta →
Oferta · Amazon Meta Ray-Ban (Gen 2) Wayfarer Large com lentes verdes Ver oferta →
Cores novas e a volta do Meta Display
A geração anterior do Ray-Ban Meta não foi aposentada: ela recebe duas cores sazonais de tiragem limitada (Shiny Brick Brown e Shiny Transparent Ocean Blue) e a volta temporária do verde-oliva transparente em uma das armações. A Meta também avisou que os óculos com tela Meta Display retomaram a produção normal, voltaram ao estoque e devem ganhar venda fora dos EUA nos próximos meses.
Para o consumidor brasileiro, o anúncio é a sinalização mais clara até agora de que a Meta quer vender óculos inteligentes oficialmente por aqui, com garantia e suporte locais, em vez de depender do mercado cinza. O timing faz sentido: a empresa já responde por quase todo o segmento de óculos com IA no mundo, como mostrou o levantamento da Counterpoint, e rivais como Apple, Google e Samsung preparam seus próprios modelos. O desafio no Brasil, além do preço final após impostos, será o debate sobre privacidade, que já rendeu denúncia à ANPD e ao MPF contra os óculos com câmera.
