As remessas globais de smartphones caíram 20% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo estimativas preliminares da Counterpoint Research. Foi o menor volume para um terceiro trimestre desde 2012. O indicador mede envios ao canal de vendas, não compras individuais dos consumidores.
A consultoria atribui parte da retração à escassez e ao encarecimento das memórias, que limitam a produção e pressionam o preço dos aparelhos. Sua avaliação é que o segmento de entrada sente mais a dificuldade de manter modelos acessíveis.

A Samsung, fabricante do Galaxy S26, ficou com 23% das remessas; a Apple, do iPhone 18 Pro, alcançou 22%. Ganhar participação não significa vender mais unidades: ambas registraram queda no volume anual. Elas representam uma fatia maior de um mercado menor.

Para quem compra no Brasil, o estudo descreve uma pressão global, não um reajuste uniforme de 20% no preço de cada celular. Câmbio, estoques e promoções locais continuam afetando a compra. Os números ainda são preliminares e se referem ao trimestre, sem estabelecer o resultado de todo o ano.
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