Mais de 215 mil pessoas já assinaram, até esta segunda-feira (26), um abaixo-assinado no Change.org que cobra da Electronic Arts uma solução para manter Mass Effect vivo. A campanha corre sob a hashtag #SaveMassEffect e cresceu depois que a EA encerrou a BioWare e engavetou o próximo jogo da série. Os dois atores que dublaram o Comandante Shepard em inglês, Jennifer Hale e Mark Meer, entraram na divulgação.
A BioWare, sediada em Edmonton, no Canadá, é o estúdio de Baldur’s Gate, Dragon Age e da trilogia original de Mass Effect. O novo capítulo tinha sido revelado no The Game Awards 2020 e ainda estava longe de ficar pronto. Segundo a Bloomberg, cerca de 50 pessoas trabalhavam nele quando a EA puxou o freio, dentro de um corte que deve fechar perto de 400 vagas na empresa. Logo depois, um trailer de pré-produção apareceu no Reddit com o nome Mass Effect: Universe, que nunca foi confirmado como título final.
A proposta de Jennifer Hale
Hale, a Shepard feminina dos três primeiros jogos, gravou um vídeo com um plano pouco comum para uma marca desse tamanho. Primeiro os fãs abririam uma vaquinha no Kickstarter. Depois viriam investidores e, por último, alguma empresa de games disposta a assumir o projeto. Ela já usava a hashtag desde o vazamento do trailer, quando se declarou “estranhamente esperançosa” com a situação.
Meer, que fez o Shepard masculino, falou do assunto em uma live e em posts. Para ele, o fechamento foi um golpe duro para os desenvolvedores canadenses e para o setor inteiro. Em seguida o ator elogiou a ideia da colega e pediu aos seguidores que assinassem, repetindo o bordão “mantenham a linha”, conhecido de quem jogou a série.
Destiny e Owlcat entram na corrente
A petição saiu da bolha de Mass Effect quando jogadores de Destiny começaram a compartilhá-la. Essa comunidade já organizou campanhas próprias sobre o futuro da franquia da Bungie e tratou o caso como causa comum. A Owlcat Games, que desenvolve The Expanse: Osiris Reborn, também pediu assinaturas nas redes. É raro ver um estúdio do mesmo gênero, o RPG de ficção científica, fazer campanha por uma série de outra empresa.
O que a petição pode mudar
Na prática, pouco. A marca Mass Effect continua nas mãos da EA, e qualquer retorno via financiamento coletivo dependeria de a empresa licenciar ou vender os direitos, algo que ela não sinalizou até agora. Pressão de fã já mexeu com a série antes: em 2012, a reação ao final de Mass Effect 3 levou ao lançamento do Extended Cut. Só que ajustar um desfecho custa muito menos do que bancar um jogo inteiro sem o estúdio que o criou.
Para quem quer revisitar a história enquanto isso, a Mass Effect Legendary Edition, remasterização da trilogia de Shepard lançada em 2021, segue à venda para PC, PlayStation e Xbox.
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