A fila de produtos da Apple prontos para desembarcar no Brasil ganhou dois desktops. Depois de AirPods 5, iPhone 18 Pro, 18 Pro Max e do dobrável iPhone Duo passarem pela Anatel, agora é a vez do Mac mini com chip M6 e do Mac Studio com M5 Max. Os certificados de conformidade técnica publicados na agência identificam os equipamentos pelos códigos de modelo A3534 e A3545, respectivamente.

Na prática, homologação não é lançamento: é a autorização que permite vender o produto legalmente por aqui. Mas ela costuma ser o último passo burocrático antes de o aparelho aparecer nas lojas, e o histórico recente da Apple mostra a distância encurtando entre uma coisa e outra. Um detalhe que chama atenção nos documentos é que eles citam apenas a fábrica Futaihua Industrial, em Shenzhen, na China, como responsável pela produção das unidades avaliadas — sem menção a outras plantas.
Outro ponto que vale acompanhar é quem ficou de fora. Até agora não há registro do Mac mini com M5 Pro, de código A3535, nem do Mac Studio com o M5 Ultra, identificado como A3546. Ou seja: por enquanto, só as configurações de entrada das duas linhas estão liberadas para o mercado brasileiro. Isso não impede que os modelos mais caros cheguem depois, mas indica qual versão a Apple pretende colocar primeiro nas prateleiras daqui.

Para o comprador brasileiro, o cálculo é conhecido. O desktop compacto da Apple ganhou tração no país justamente por ser a porta de entrada mais barata para o ecossistema — você leva a máquina e reaproveita monitor, teclado e mouse que já tem. A chegada da geração M6 tende a empurrar o Mac mini M4 para baixo no preço, movimento que costuma acontecer no varejo semanas antes do anúncio oficial do sucessor. Quem precisa de máquina agora ganha mais esperando as próximas semanas do que comprando hoje.

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