A Logitech trouxe ao Brasil um teclado que tenta agradar a dois públicos que raramente convivem na mesma carcaça: os fãs de switches mecânicos e os adeptos dos novos switches magnéticos. O G512 X sai de fábrica equipado com switches magnéticos TMR, de efeito Hall, mas mantém a compatibilidade com switches mecânicos tradicionais de 3 ou 5 pinos — uma flexibilidade incomum nessa categoria, em que normalmente é preciso escolher um caminho ou outro na hora da compra.
O grande trunfo dos switches magnéticos é o ponto de acionamento ajustável: o usuário define a que profundidade cada tecla responde, o que abre espaço para recursos como o Rapid Trigger, valorizado em jogos competitivos. Some-se a isso uma taxa de polling de até 8 kHz, oito vezes superior ao padrão de mercado, e o resultado é um periférico claramente posicionado para quem leva a latência a sério. Um sistema de duplo anel de borracha promete estabilizar as teclas e reduzir a vibração indesejada.

A Logitech também caprichou nos detalhes de construção. As teclas são de PBT Double-Shot, material mais resistente ao desgaste e ao brilho causado pelo uso, e há iluminação RGB por tecla, dials para macros e um cabo removível. Um toque curioso fica por conta dos pés de elevação, que funcionam como ferramenta para remover keycaps e switches, e de um compartimento que guarda nove switches Gateron KS-20 de reserva — pensado para quem gosta de personalizar ou fazer manutenção sem depender de acessórios extras.
No Brasil, o teclado chega em duas configurações e duas cores (preto e branco). A versão 75% (compacta) sai por R$ 1.299,90, enquanto a 98%, com teclado numérico, custa R$ 1.499,90. Os apoios de punho são vendidos separadamente, por R$ 299,90 e R$ 329,90, conforme o tamanho. Os valores colocam o G512 X na faixa premium do mercado nacional de teclados gamers, mirando o entusiasta disposto a pagar pela versatilidade de alternar entre switches mecânicos e magnéticos no mesmo aparelho.