A Logitech G confirmou a chegada ao Brasil de um dos mouses gamer mais ambiciosos do seu portfólio: o PRO X2 Superstrike, primeiro do mercado a abandonar os microswitches mecânicos em favor de um gatilho indutivo com resposta háptica. A promessa é alta — redefinir a forma como o clique funciona em um mouse de competição.
No centro da novidade está o sistema que a marca batizou de HITS (Haptic Inductive Trigger System). Em vez do “clique” físico de uma chave mecânica, os botões principais usam sensores indutivos analógicos somados a um retorno háptico em tempo real. Na prática, isso permite ajustar o ponto de acionamento e o reset do gatilho, algo parecido com o que teclados magnéticos fizeram com as teclas. O resultado, segundo a Logitech, é uma redução de latência de até 30 milissegundos em comparação com mouses tradicionais.

Esse tipo de número faz diferença justamente no público-alvo do produto: jogadores competitivos de títulos como FPS, em que frações de segundo decidem a troca de tiros. Não por acaso, a Logitech afirma ter desenvolvido o periférico em parceria com organizações de eSports, incluindo a brasileira FURIA e a europeia G2 Esports. É um posicionamento claro de topo de linha, voltado a quem busca a menor latência possível e está disposto a pagar por isso.

Para o consumidor brasileiro, a confirmação oficial é o que importa: produtos de ponta da Logitech G nem sempre chegam por aqui, ou demoram a aterrissar com preço competitivo. A marca não detalhou o valor final do PRO X2 Superstrike no país, mas, por se tratar de um mouse de competição com tecnologia inédita, é seguro esperar que ele ocupe a faixa premium da categoria. Ainda assim, a novidade sinaliza que a disputa pela próxima geração de switches — depois da era dos óticos — já começou, e a Logitech quer largar na frente.