A LG anunciou no evento IMID 2026, realizado na Coreia do Sul, uma nova técnica de fabricação de painéis OLED batizada de FLiPP — sigla para FMM-Less innovative Pixel Patterning. O nome revela a principal mudança: o processo elimina a tradicional máscara metálica fina (FMM, do inglês Fine Metal Mask), peça central na produção de telas OLED há décadas, substituindo-a por um método que aplica os pixels com luz ultravioleta de alta precisão.
Os números apresentados pela empresa são expressivos. O FLiPP entrega aumento de 1,6 vez no brilho e prolonga a vida útil do painel em até 2,4 vezes — uma melhora significativa para um dos principais pontos de atenção dos displays OLED, que historicamente sofrem com degradação ao longo do tempo. O consumo de energia cai até 13%, e a taxa de abertura dos pixels sobe 55%. O aproveitamento do material no processo produtivo melhora em 64%, o que também deve reduzir custos de fabricação.

A lógica do processo é parecida com a fabricação de semicondutores: em vez de cortar o vidro-mãe em pedaços menores para depois aplicar os pixels, o FLiPP trabalha no substrato inteiro, desenhando os pixels diretamente na superfície e usando UV para remover as áreas desnecessárias. Isso elimina etapas intermediárias e garante maior precisão no posicionamento dos pixels — daí a melhora na abertura e no aproveitamento de material. A LG já protocolou pedidos de patente na Coreia do Sul e em mercados internacionais.
A implementação começa em tablets e monitores, segmentos onde o FLiPP é mais fácil de aplicar, com expansão para painéis maiores e mais complexos nas próximas etapas. Para o consumidor final, a tecnologia promete telas mais brilhantes, que duram mais e consomem menos bateria — uma combinação que deve aparecer primeiro em produtos premium nos próximos anos.
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