A Lexar levou à IFA 2026, em Berlim, um SSD portátil que aposta em um caminho pouco convencional: em vez da porta USB-C que virou padrão na categoria, o Muse Ultra-Slim usa pinos de contato e um cabo proprietário chamado SnapLink, com fixação magnética. O alvo declarado é quem grava vídeo com celular de última geração.
O formato justifica o nome. São 1 mm de espessura na borda mais fina e no máximo 3,8 mm na região central, com chassi usinado em alumínio sólido e construção monobloco — sem emendas visíveis. A proposta é que o acessório grude na traseira do aparelho e desapareça, em vez de pendurar um bloco na lateral por um cabo.
Em desempenho, o SSD promete até 1.050 MB/s de leitura e até 1.000 MB/s de gravação. O número não é recorde de mercado, mas é o suficiente para o caso de uso que a Lexar mira: registrar vídeo em Apple ProRes com resolução 4K a 120 quadros por segundo, gravando direto de modelos compatíveis de iPhone sem passar pelo armazenamento interno do celular.
O ponto a observar é justamente o conector proprietário. Um sistema magnético próprio resolve o problema do cabo balançando durante a gravação, mas amarra o usuário a um acessório específico — se o cabo SnapLink se perder ou quebrar, não dá para substituir por qualquer USB-C de gaveta. É o mesmo tipo de troca que já se vê em outros acessórios de captura móvel: conveniência agora, dependência depois.
Preço e disponibilidade no Brasil ainda não foram divulgados, e lançamentos de armazenamento apresentados na IFA costumam chegar por aqui com meses de atraso, quando chegam. Quem quer algo parecido agora encontra na própria Lexar o ES5, que já usa fixação magnética compatível com MagSafe.
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