A Kobo, marca de leitores digitais da japonesa Rakuten, anunciou nesta semana o Stack, um serviço de assinatura para quem lê arquivos que não foram comprados na loja da própria empresa. O usuário sobe seus e-books e documentos para a nuvem da Kobo, e o serviço passa a manter esse acervo igual em todos os aparelhos e aplicativos compatíveis da marca.
A sincronização vai além do arquivo em si. O Stack guarda a página em que a leitura parou, os trechos destacados e as notas feitas à margem, de modo que dá para começar um capítulo no e-reader e continuar no celular sem procurar onde estava.
Concorrência com a Amazon
A função tem um equivalente conhecido: o Send to Kindle, que a Amazon oferece há anos para mandar PDFs, EPUBs e documentos pessoais aos seus leitores. A diferença está na conta. A ferramenta da Amazon é gratuita para quem tem conta na loja, enquanto a Kobo decidiu cobrar mensalidade pelo recurso.
Na estreia, o Stack funciona em seis mercados: Reino Unido, Espanha, Irlanda, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. No Canadá a mensalidade é de 3,99 dólares; no Reino Unido, de 2,99 libras. Na conversão direta, os dois valores ficam entre R$ 16 e R$ 22 por mês.
Por que cobrar
A escolha diz algo sobre a estratégia da Kobo. Até aqui, quem queria levar livros de fora da loja para um aparelho como o Kobo Libra Colour precisava copiar os arquivos pelo cabo USB ou recorrer a integrações com serviços de terceiros, e as anotações ficavam presas ao dispositivo. O Stack resolve esse incômodo, mas transforma em produto pago algo que o principal concorrente entrega sem custo extra.
Onde comprar:
Oferta · Amazon Kobo Libra Color | eReader Color | Tela E Ink Kaleido™ 3 de 7” sem reflexos | Opção de Modo Escuro | Audiolivros | À Pro Ver oferta →
Oferta · Amazon Kobo Clara BW | eReader | 6” Glare-Free Touchscreen with ComfortLight PRO | Dark Mode Option | Audiobooks | Waterproof | Ver oferta →
Oferta · Amazon Kindle Paperwhite Signature Edition 32 GB (modelo 2024) - com luz frontal autoadaptável, carregamento sem fio e bateria Ver oferta →Para quem tem uma biblioteca grande em EPUB, sem DRM, a vantagem fica clara: a Kobo aceita esse formato de forma nativa há muito tempo, e agora ele ganha nuvem e histórico de leitura compartilhado. Quem lê pouco fora da loja oficial provavelmente não vai sentir falta de pagar todo mês. Na minha avaliação, o serviço só compensa para quem alterna entre dois ou mais aparelhos com frequência.
E no Brasil?
O Brasil não está na lista inicial, e a Kobo não informou se ou quando pretende levar o Stack para outros países. Aqui, quem quer esse tipo de sincronização gratuita continua tendo como caminho mais simples o ecossistema da Amazon, com leitores como o Kindle Paperwhite. A Kobo também não divulgou se haverá período de teste ou plano anual nos países onde o serviço já está ativo.
