O primeiro dobrável da Apple é um dos dispositivos mais aguardados dos últimos anos, mas quem está no Brasil pode precisar de paciência além do esperado. Vazamentos e análises de cadeia de fornecimento apontam que o iPhone Ultra — como o modelo dobrável da Apple vem sendo chamado nos rumores — terá distribuição inicial concentrada nos Estados Unidos, com outros mercados entrando no cronograma de forma escalonada. O Brasil, historicamente, não está entre os primeiros países da fila da Apple para lançamentos complexos.

A razão para a distribuição cautelosa, segundo as fontes, está na própria complexidade de fabricação do aparelho. O mecanismo de dobradiça e a tela flexível exigem um processo de produção mais delicado do que o de um iPhone convencional, o que limita o volume de unidades disponíveis no lançamento. Não é incomum que a Apple trabalhe com estoque mais restrito nos primeiros meses de um produto inteiramente novo, e um smartphone dobrável inédito traz desafios de montagem que os modelos Pro já conhecidos não têm.
O segundo obstáculo é o preço. Estimativas informais vindas do mercado australiano apontam para algo em torno de AU$ 3.699 pelo aparelho, o que seria significativamente mais caro do que qualquer iPhone atual. Em conversão direta, o valor corresponderia a cerca de R$ 13.700 — antes dos impostos de importação que historicamente encarecem eletrônicos no Brasil. Isso colocaria o iPhone Ultra na faixa dos dobráveis de topo, como o Samsung Galaxy Z Fold 7, que atualmente é encontrado no Brasil por cerca de R$ 11.599.
O evento de setembro, onde o iPhone Ultra deve ser apresentado ao lado do iPhone 18 Pro, provavelmente não trará anúncio de preço oficial. A estratégia é atípica, mas faz sentido num contexto em que o aparelho ainda está em fase final de testes e a produção em escala começa gradualmente. O segundo mercado previsto é a China, com Europa e Austrália entrando semanas depois. Para o Brasil, a chegada efetiva pode levar de dois a três meses após o lançamento global — é o que vazamentos de logística sugerem.
Vale lembrar que todas essas informações partem de fontes não confirmadas. A Apple não divulgou nome oficial, especificações, data de disponibilidade nem política de distribuição do aparelho. O evento de setembro é a primeira oportunidade real para dados concretos.
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