O primeiro iPhone dobrável da Apple continua sendo o produto mais especulado do ano, e o vazamento desta quinta-feira (27) mexe justamente no detalhe que mais gera conversa antes de qualquer anúncio: as cores. Imagens atribuídas ao informante Evan Blass mostram o aparelho — chamado extraoficialmente de iPhone Ultra — numa versão vermelha, que se somaria às opções prata e azul-escuro já apontadas em vazamentos anteriores.
Vale separar o que é fato do que é expectativa. A Apple nunca confirmou publicamente que está desenvolvendo um iPhone dobrável, muito menos o nome, as cores ou a data de anúncio. Tudo o que existe até agora vem da cadeia de fornecedores e de informantes, com graus variados de acerto histórico. E, neste caso específico, o próprio material já nasceu contestado: Mark Gurman, da Bloomberg, veio a público questionar se as imagens não seriam renders de outro fabricante — a Xiaomi foi citada — e não do aparelho da Apple.

O quadro técnico que se desenhou ao longo dos últimos meses, também baseado em vazamentos, descreve um dobrável no formato “livro”, com tela interna de 7,8 polegadas, painel externo de 5,5 polegadas, chip A20 Pro fabricado em 2 nanômetros, 12 GB de RAM e duas câmeras traseiras de 48 MP. É uma configuração que, se confirmada, colocaria o aparelho diretamente contra a linha Galaxy Z Fold, mas com o diferencial de rodar iOS — o que, para boa parte do público que já vive no ecossistema da Apple, é o argumento que faltava para considerar um dobrável.
Uma cor exclusiva pode parecer detalhe menor, mas não é. A Apple usa acabamento como ferramenta de posicionamento há anos: o titânio no Pro, o Product RED como linha à parte, o Desert Titanium que virou meme e vendeu. Se o vermelho realmente existir e for restrito a uma configuração específica, ele funciona como sinalizador de que o dobrável é um produto de vitrine, não uma variação a mais da linha.

Para o comprador brasileiro, o cálculo é ainda mais duro. Mesmo sem preço oficial, um dobrável da Apple deve nascer acima do topo de linha atual — e o topo de linha atual já custa o que custa por aqui. Some a isso o histórico de atraso no lançamento nacional dos modelos mais caros e a conta fica clara: se o aparelho for anunciado em setembro lá fora, a chegada ao Brasil com preço em real dificilmente acontece no mesmo trimestre. Quem quer um iPhone de ponta agora ainda depende dos modelos convencionais, como o iPhone 17 Pro Max.
Onde comprar (iPhones topo de linha disponíveis no Brasil):
