Mal o primeiro iPhone Air chegou ao mercado e os rumores sobre o sucessor já começam a desenhar um cenário que pode frustrar parte dos fãs. Segundo um novo vazamento, o iPhone Air 2 viria equipado com o chip A20 “padrão” — o mesmo do iPhone 18 comum — em vez do mais potente A20 Pro, que ficaria reservado aos modelos Pro e ao aguardado iPhone dobrável. Na prática, seria mais um capítulo da estratégia da Apple de “capar” o seu aparelho ultrafino para encaixá-lo abaixo da linha Pro.
A diferença em relação à primeira geração é sutil, mas relevante. O iPhone Air original usava uma versão levemente reduzida do A19 Pro — ou seja, ainda era um chip da família “Pro”, só que com menos núcleos gráficos. Já o boato atual sugere que o Air 2 não traria um Pro enxuto, e sim o processador padrão da linha. Para quem comprou o ultrafino justamente pela combinação de design elegante com desempenho de ponta, a mudança soa como um passo atrás.
Por que a Apple faria isso
A motivação mais provável é financeira. O setor vive uma alta nos preços de memória RAM e armazenamento, e o processo de fabricação de 2 nanômetros da TSMC, usado nos chips mais novos, é caro. Adotar o A20 padrão permitiria à Apple cortar custos de componentes sem comprometer demais a experiência — afinal, mesmo o chip “comum” da geração tende a ser rápido o suficiente para a imensa maioria dos usuários. O iPhone Air, por sua proposta de leveza, nunca foi pensado como uma máquina de games ou de tarefas pesadas.
Vale, porém, um banho de água fria no próprio rumor. A informação parte de uma fonte considerada menos confiável e contraria relatos anteriores de veículos mais respeitados, que apontavam o A20 Pro para o Air 2. Em outras palavras: trata-se de um boato isolado, e não de consenso. A Apple, como sempre, não comenta produtos não anunciados, e tudo pode mudar até o lançamento oficial.
O que isso significa para o comprador
Para o público brasileiro, a discussão é mais teórica do que prática neste momento, já que o iPhone Air ainda é um aparelho de nicho e de preço elevado por aqui. Ainda assim, o caso ilustra um dilema que a Apple enfrenta: como manter um modelo finíssimo e desejável sem que ele canibalize as vendas dos iPhones Pro, que são os mais lucrativos. Diferenciar pelo chip é uma das formas mais diretas de traçar essa linha.
Quem está de olho em um iPhone agora não precisa apostar em vazamentos. A geração atual, com o iPhone 16, já oferece desempenho de sobra para o dia a dia e está amplamente disponível no Brasil, em diferentes capacidades e cores.
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