A próxima geração do iPhone pode trazer uma mudança que, na prática, importa mais do que parece: memória RAM. De acordo com um novo rumor, até o iPhone 18 de entrada deve chegar com 12 GB de RAM, um salto de 4 GB em relação aos 8 GB do iPhone 17 básico. A informação tem origem em relatos sobre o aumento das encomendas de chips LPDDR5X pela Apple — um indício forte, mas que continua na esfera do não confirmado oficialmente.
O motivo por trás do upgrade é o mesmo que vem guiando boa parte das decisões da indústria: inteligência artificial rodando no próprio aparelho. Os recursos mais sofisticados da nova Siri — como vozes mais expressivas e transcrição em tempo real — dependem de processamento local, e isso consome memória. Não por acaso, esses recursos avançados hoje estão restritos ao iPhone Air e aos modelos 17 Pro e Pro Max. Com 12 GB de base, a Apple eliminaria essa divisão e levaria a Siri completa também para o modelo mais barato da linha.

Vale lembrar que a Apple historicamente foi conservadora com RAM — durante anos, iPhones com 4 GB ou 6 GB entregavam fluidez comparável à de Androids com o dobro de memória, graças à integração entre hardware e software. O fato de a empresa agora correr atrás de 12 GB mostra o quanto a IA generativa mudou as regras do jogo: não é mais sobre abrir apps rápido, e sim sobre manter modelos de linguagem carregados na memória sem travar o sistema. Para efeito de comparação, o iPad com chip M4 e os Macs já exigem 12 GB como mínimo para recursos de IA semelhantes.
Para o consumidor brasileiro, a notícia é positiva mesmo sem confirmação: significa que o iPhone “comum”, aquele que a maioria das pessoas compra, deixaria de ficar de fora dos recursos de IA mais interessantes. O ponto de atenção fica por conta do preço — mais memória e a pressão do câmbio raramente combinam com aparelhos mais baratos por aqui. Como sempre, o ideal é encarar tudo isso como vazamento até a Apple subir ao palco, o que deve acontecer apenas em setembro.