A Intel deu detalhes sobre a chegada ao Brasil dos seus novos processadores de entrada. Em conversa com o mercado, a Intel Brasil confirmou que os chips Core 300 “Wildcat Lake”, anunciados globalmente em abril de 2026, devem desembarcar por aqui entre agosto e setembro, primeiro em pequenos volumes e ganhando força até a Black Friday.

O posicionamento é claro: a família Wildcat Lake ocupa o espaço entre os chips mais básicos, como a linha N100, e os processadores premium Core Ultra. São até seis núcleos, combinando P-Cores “Cougar Cove” e E-Cores “Darkmont”, GPU integrada com arquitetura Xe3, uma NPU dedicada a tarefas de IA local e conectividade moderna com Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0 e Thunderbolt 4. Tudo isso fabricado no processo de 18A da Intel, com suporte a memórias DDR5 e LPDDR5 que vão de 8 GB a 64 GB. O foco é o notebook mainstream, aquele que precisa dar conta de estudo, trabalho e uso do dia a dia com boa autonomia — a Intel fala em algo entre 19 e 20 horas de bateria.

Um ponto sensível é o preço. A expectativa da própria Intel é de notebooks na faixa de R$ 4.000 a R$ 6.000, valores que dependem das configurações e, principalmente, dos efeitos da crise dos chips de memória sobre o custo final. Para segurar os preços, a estratégia da fabricante passa por integrar mais componentes na plataforma, reaproveitar chiplets entre diferentes produtos e otimizar a arquitetura para o segmento intermediário, em vez de mirar o topo. Para o consumidor brasileiro, o recado é que a nova geração deve renovar as opções de notebook custo-benefício justamente na época de maior procura do ano.

Enquanto os modelos com Wildcat Lake não chegam às lojas, já dá para encontrar notebooks com Intel Core Ultra na mesma faixa mainstream, com NPU para IA e boa autonomia:
Onde comprar (notebooks Intel Core Ultra):