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Intel 18A supera falhas de rendimento e mira produção recorde de chips de 1,8 nm

CEO da Intel, Lip-Bu Tan, segura um wafer fabricado no processo 18A em frente ao logo da Intel Foundry

A aposta mais importante da Intel para voltar à liderança na fabricação de chips parece finalmente ganhar tração. Segundo um novo relatório do setor, a empresa teria superado os problemas de rendimento que assombravam o processo 18A — sua litografia mais avançada, equivalente a cerca de 1,8 nm — e caminha para atingir um volume recorde de produção neste mês, com as fábricas americanas rodando a todo vapor.

O 18A é o coração da estratégia de reerguer a Intel. É sobre ele que serão fabricados os processadores Panther Lake, a nova geração Core Ultra série 3 para notebooks com IA, e o Clearwater Forest, voltado a servidores. Depois de anos vendo a taiwanesa TSMC dominar a ponta da indústria, a Intel Foundry trata o 18A como a prova de que consegue produzir chips de última geração em casa, nos Estados Unidos — um argumento que vale tanto para clientes externos quanto para a própria linha de produtos da empresa.

Estações de manufatura na Fab 52, no Arizona, onde a Intel produz chips no processo 18A

O ponto-chave é o rendimento, o famoso “yield”: a fatia de chips aproveitáveis em cada disco de silício. Rendimento baixo significa desperdício e custo alto, e era justamente esse gargalo que rondava o 18A. Relatos anteriores falavam em números na casa dos 60%, considerados apertados para um processo novo. Com os problemas de uniformidade entre wafers supostamente resolvidos, a Intel teria capacidade para produzir na ordem de dezenas de milhares de wafers por mês, distribuídos entre a fábrica de desenvolvimento D1X, no Oregon, e a Fab 52, no Arizona — esta última já dedicada à produção em alto volume.

Para o consumidor brasileiro, o desdobramento prático virá aos poucos, mas é relevante. Notebooks com os chips Panther Lake devem começar a chegar ao mercado ao longo do ano, e uma Intel novamente competitiva na fabricação tende a pressionar preços e acelerar a inovação num setor que andava concentrado demais. Depois de um período turbulento, a empresa precisa que o 18A funcione — e os primeiros sinais de que a linha de produção engrenou são exatamente o que os investidores e os fãs de hardware queriam ver.



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