
A Meta começou a liberar oficialmente no Brasil o Instagram Plus, uma assinatura paga que custa R$ 10 por mês e desbloqueia uma série de recursos extras dentro do aplicativo. O lançamento começou em 3 de junho de 2026, com disponibilização gradual — ou seja, é normal que a opção ainda não tenha aparecido para todo mundo. Quem quiser conferir deve abrir as configurações do perfil, tocar no menu de três linhas e procurar a área de assinaturas.
O pacote reúne 11 recursos pagos que miram tanto criadores de conteúdo quanto usuários comuns. Entre os destaques estão a possibilidade de ver stories de forma anônima, stories que duram até 48 horas em vez das 24 horas tradicionais, controle mais fino sobre quem visualiza o conteúdo, segmentação de público e até a detecção de quem mais repete visitas ao seu perfil. Há ainda toques de personalização que agradam quem cuida da própria imagem na rede: ícone do app customizado, fontes especiais para a biografia, animações de “Super Like”, até 6 publicações fixadas e a opção de ocultar posts e destaques.
A Meta faz questão de reforçar que o Instagram Plus é opcional e que nenhuma função gratuita será alterada ou removida — uma resposta antecipada às críticas de quem teme que recursos básicos passem a ser cobrados. Segundo a empresa, a assinatura é apenas uma camada a mais, e versões pagas do WhatsApp e do Facebook também devem chegar mais adiante, seguindo a mesma lógica de monetizar quem quer ferramentas avançadas.
Para o público brasileiro, que está entre os mais ativos do Instagram no mundo, a novidade tende a dividir opiniões. De um lado, criadores que vivem da rede ganham ferramentas úteis de gestão e privacidade por um preço relativamente baixo. De outro, há o receio de que a plataforma caminhe para um modelo cada vez mais segmentado entre quem paga e quem não paga. Vale observar como o recurso de ver stories anonimamente será recebido, já que mexe diretamente com a dinâmica social do aplicativo.
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