
A Insta360 decidiu enfrentar de frente o segmento que a DJI dominou nos últimos anos. A empresa, mais conhecida por suas câmeras 360°, oficializou a Luna Ultra, sua primeira câmera de bolso com gimbal mecânico de 3 eixos — exatamente o formato consagrado pela linha DJI Osmo Pocket. A diferença está na ambição técnica: em vez de mirar apenas na portabilidade, a Insta360 montou um conjunto de imagem grande para o tamanho da câmera, num recado claro de que veio brigar pela qualidade, não só pela conveniência.
O coração da Luna Ultra é um sensor de 1 polegada com sistema óptico desenvolvido em parceria com a Leica, capaz de gravar vídeo em 8K a 30 fps, com suporte a Dolby Vision e perfil de cor 10-bit I-Log para quem quer liberdade na edição. Há ainda 14 stops de alcance dinâmico e uma segunda câmera teleobjetiva, com zoom de até 12x (sendo 6x sem perda). Em fotos, a câmera entrega imagens de 37 MP e panorâmicas de até 200 MP — números que, num corpo que cabe na palma da mão, eram impensáveis há poucos anos.

O recurso mais chamativo, porém, é a tela OLED de 2 polegadas que se destaca do corpo da câmera. Na prática, isso permite usar o visor à distância — para se enquadrar sozinho, monitorar uma gravação de outro ângulo ou controlar a câmera sem encostar nela e arriscar tremores. A Luna Ultra também traz um conjunto de quatro microfones (três no corpo e um na tela destacável), pesa cerca de 233 gramas e usa lente com distância focal equivalente a 20 mm, bem aberta para vlogs e cenas em ambientes fechados.
Para o público brasileiro, vale o alerta de sempre: a Luna Ultra foi anunciada globalmente a partir de US$ 769,99, nas cores Cosmic Black e Stellar White, mas ainda não tem preço nem data oficial no Brasil. Como a importação de câmeras costuma sair cara com impostos, quem precisa de uma câmera de bolso estabilizada à venda por aqui agora encontra na DJI Osmo Pocket 3 a rival mais direta — justamente o produto que a Insta360 colocou na mira.
Onde comprar (câmera de bolso com gimbal):

A chegada da Luna Ultra é uma boa notícia para os criadores de conteúdo: até aqui, a DJI praticamente reinava sozinha no nicho das câmeras de bolso estabilizadas, e a entrada de um concorrente do porte da Insta360 tende a pressionar preços e acelerar a evolução dos recursos. Resta saber se a aposta na qualidade de imagem — e em truques como a tela destacável — será suficiente para convencer quem já se acostumou com a simplicidade da Osmo Pocket. Para o Brasil, a expectativa fica pela confirmação de um preço que não inviabilize a câmera frente à concorrência.