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iCloud+ passa a incluir Apple TV e Apple Arcade sem custo extra em mais de 100 países

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iCloud+ passa a incluir Apple TV e Apple Arcade sem custo extra em mais de 100 países

A Apple mudou a natureza do iCloud+ em boa parte do mundo. A partir desta terça-feira (15), em mais de 100 países e regiões, qualquer plano pago do serviço de armazenamento passa a incluir o Apple TV e o Apple Arcade sem cobrança adicional, e isso vale até para a faixa mais básica, de 50 GB. A liberação é gradual e se completa ao longo de setembro.

Na prática, o iCloud+ vira um mini Apple One nesses mercados. Além do streaming de filmes e séries e do catálogo de jogos sem anúncios nem compras internas, o pacote traz um novo Apple Music Select, com estações de rádio selecionadas e sem anúncios. Não é o Apple Music completo: quem quiser o catálogo sob demanda pode fazer upgrade para a assinatura cheia com desconto, e o preço varia por país.

Arte da Apple anunciando o iCloud+ com Apple TV e Apple Arcade incluídos

Quem entra e quem fica de fora

A lista é longa, mas tem um perfil claro: mercados em desenvolvimento ou de menor porte para os serviços de conteúdo da Apple. Entram Índia, Paquistão, Egito, Nigéria, Quênia, África do Sul não (fica de fora), Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar, Israel, Turquia, Ucrânia, Cazaquistão, Singapura, Sérvia, Geórgia e dezenas de países do Caribe, da África e do Pacífico. Com a mudança, o Apple TV estreia em 59 países onde nunca existiu, chegando a 170 no total.

Ficam de fora justamente os mercados grandes: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e a maior parte da Europa Ocidental. O Brasil também não aparece na relação oficial, embora tenha os três serviços vendidos separadamente. Por aqui o iCloud+ segue custando R$ 5,90 (50 GB), R$ 19,90 (200 GB), R$ 66,90 (2 TB), R$ 199,90 (6 TB) e R$ 399,90 (12 TB) por mês, sem os extras.

O que acontece com quem já assinava

Nos países participantes, as assinaturas avulsas de Apple TV e Apple Arcade deixam de ser vendidas. Os clientes atuais são migrados para o iCloud+ e mantêm listas, preferências e os saves dos jogos. O Apple One fecha para novas adesões nesses mercados, mas quem já assina o combo continua com ele. O benefício também alcança até cinco familiares pelo Compartilhamento Familiar.

Por que a Apple faz isso

A leitura mais óbvia é estratégia de crescimento de serviços onde o Apple One não decolou: em vez de vender um combo caro, a empresa amarra o conteúdo ao produto que o dono de iPhone já paga quase por obrigação, o espaço extra para fotos e backup. Também é uma forma de dar escala ao Apple TV, cujo catálogo é majoritariamente em inglês e tem pouca produção local fora dos grandes mercados. Se a receita funcionar, a expectativa natural é que outros países, Brasil incluído, entrem em ondas futuras, mas não há promessa da Apple nesse sentido.

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