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GPT-6 Astra e Claude Opus 5 quebram duas mensagens da máquina Enigma que resistiam há décadas

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GPT-6 Astra e Claude Opus 5 quebram duas mensagens da máquina Enigma que resistiam há décadas

Mais de oitenta anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a máquina Enigma ainda tinha segredos guardados — e dois deles acabam de cair nas mãos de modelos de inteligência artificial. O GPT-6 Astra, da OpenAI, e o Claude Opus 5, da Anthropic, decifraram duas mensagens militares alemãs que estavam em arquivos públicos de criptografia e nunca tinham sido resolvidas.

O primeiro caso começou com um pedido aberto do desenvolvedor Carter Leffen: ele pediu ao Astra que encontrasse, por conta própria, alguma mensagem ainda sem solução em bases de dados abertas. O modelo escolheu um texto parado desde 2005, vasculhou arquivos históricos em busca de contexto, programou um simulador da Enigma e, com isso, reconstruiu o texto original. Tudo levou cerca de dois dias — trabalho que, feito por um pesquisador humano, costuma consumir semanas ou meses. De quebra, a IA montou um site interativo explicando o passo a passo da decifração.

Logo do Claude, da Anthropic, na tela de um celular

A segunda mensagem foi quebrada de um jeito mais colaborativo. O executivo de cibersegurança Jack Willis usou o Claude Opus 5 como parceiro e deu a pista decisiva: a assinatura conhecida de um oficial alemão, que ajudou o modelo a encaixar as configurações da máquina. As duas soluções foram conferidas publicamente por Frode Weierud, engenheiro aposentado que mantém o acervo Crypto Cellar, uma das principais referências no assunto. Na avaliação dele, a IA se comportou como um criptoanalista profissional.

Por que isso chama atenção

A Enigma virou símbolo da criptografia moderna porque sua quebra, liderada por Alan Turing e pela equipe de Bletchley Park, ajudou os Aliados a encurtar a guerra. As mensagens que sobraram sem solução são justamente as mais difíceis: textos curtos, com erros de transmissão ou configurações pouco usuais. Com essas duas, restam só sete mensagens conhecidas da Enigma ainda não decifradas.

Interface do GPT-6 Astra, da OpenAI, em um celular

O feito tem valor histórico, mas o que mais interessa ao público é o que ele mostra sobre os modelos atuais: a capacidade de pesquisar sozinhos, escrever ferramentas sob medida e testar hipóteses por dias até chegar a um resultado verificável. É o mesmo tipo de autonomia que a OpenAI vende no GPT-6 Astra — e que também preocupa especialistas em segurança, já que quebrar código antigo por diversão usa as mesmas habilidades que atacar sistemas modernos.

Foto de capa: máquina Enigma no Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia de Milão, por Alessandro Nassiri (CC BY-SA 4.0).



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