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Huawei vai aumentar preços de celulares e gadgets por causa da crise dos chips

Huawei vai reajustar preços de celulares e gadgets

A Huawei confirmou que vai aumentar os preços de seus produtos a partir de 1º de julho, em um comunicado divulgado na quinta-feira (11). A justificativa oficial é direta: a empresa precisa “aliviar a crescente pressão sobre os custos”. Por trás dessa frase educada está um problema que vem assombrando toda a indústria de eletrônicos — a disparada no preço dos chips de memória.

O motivo dessa escalada já é velho conhecido de quem acompanha o setor: a corrida pela inteligência artificial. Data centers e sistemas de IA consomem semicondutores em uma escala absurda, e essa fome desequilibrou o mercado. As memórias DRAM, usadas tanto em servidores quanto em celulares e PCs, chegaram a ficar até 100% mais caras para os fabricantes em alguns períodos, e a oferta para produtos de consumo encolheu. A Huawei é apenas a primeira grande marca a admitir publicamente que vai repassar essa conta — dificilmente será a última.

A empresa não confirmou o percentual do reajuste nem quais modelos serão afetados, mas comercializa de celulares (como os recentes Pura 90 e Pura X Max) a relógios inteligentes, tablets, roteadores e fones de ouvido. No Brasil, onde a marca tem presença mais discreta no segmento de smartphones por conta das restrições comerciais, o impacto deve ser sentido principalmente nos acessórios e wearables — categorias em que a Huawei ainda briga de igual para igual com as rivais.

O caso da Huawei é mais um sintoma de um movimento que tende a se espalhar. AMD e outras fabricantes já avisaram que os preços de memória só devem normalizar lá por 2028, e relatórios do setor falam em uma crise que pode se arrastar até o fim da década. Para o consumidor, o recado é incômodo, mas honesto: o boom da IA, que promete tantas facilidades, tem um efeito colateral concreto no bolso — eletrônicos, de celulares a SSDs, devem ficar mais caros antes de voltarem a baratear.



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