A disputa pelo notebook do futuro ganhou um novo capítulo: a HP anunciou o OmniBook Ultra 16 e o OmniBook X 14, apresentados como os notebooks mais finos do mundo equipados com a nova plataforma NVIDIA RTX Spark. O lançamento marca a chegada de um tipo de máquina que mistura potência de estação de trabalho, desempenho gamer e processamento de inteligência artificial local — tudo em um corpo ultracompacto.
O coração desses aparelhos é o RTX Spark, superchip que a NVIDIA posiciona como rival direto dos processadores da Apple. A plataforma combina uma CPU Grace de até 20 núcleos, uma GPU Blackwell RTX com 6.144 núcleos CUDA, Tensor Cores de quinta geração e até 128 GB de memória LPDDR5X unificada. Na prática, a NVIDIA promete jogos AAA em 1440p acima de 100 quadros por segundo com ray tracing, DLSS e Reflex ligados, renderizações 3D de até 90 GB e edição de vídeo em 12K, sem depender da nuvem para tarefas pesadas de IA.
O grande trunfo da HP é a engenharia de espessura. O OmniBook Ultra 16 mede cerca de 15,7 mm na parte mais alta, enquanto o OmniBook X 14 fica em torno de 13,5 mm — números impressionantes para máquinas com esse nível de hardware. A NVIDIA cita designs a partir de 14 mm, peso começando perto de 1,36 kg e autonomia de bateria para o dia inteiro, reforçando que potência deixou de ser sinônimo de notebook grosso e pesado.
A HP não está sozinha nessa corrida: ASUS, Dell, Lenovo, Microsoft Surface e MSI também estão entre as primeiras a adotar o RTX Spark, com Acer e Gigabyte previstas para depois. Para o consumidor brasileiro, a má notícia de sempre é o preço — equipamentos desse porte costumam chegar caros por aqui, e a HP ainda não confirmou valores nem data para o Brasil. Mesmo assim, o movimento sinaliza para onde caminham os notebooks premium nos próximos anos: finos, silenciosos e cada vez mais focados em IA rodando direto no aparelho.
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