A Honor apresentou oficialmente na China a linha Magic 9, que já estava em pré-reserva desde o começo do mês. São três aparelhos com perfis bem diferentes — um topo de linha compacto, um modelo voltado a jogos com ventoinha e bateria enorme, e o Pro Max com o chip mais recente da Qualcomm —, todos com MagicOS 11 sobre o Android 17 e proteção IP68, IP69 e IP69K.
Magic 9: compacto com duas câmeras de 200 MP
O modelo de entrada da família tem tela OLED de 6,31 polegadas a 120 Hz com 2.000 nits e roda o Snapdragon 8 Elite Gen 5. O destaque é a câmera: principal de 200 MP e periscópica também de 200 MP, com duplo prisma, além da ultrawide de 50 MP e do chip de imagem próprio Honor H1. A bateria é de 8.000 mAh, com recarga de 80 W por cabo e 50 W sem fio, num corpo de 8,49 mm e 209 g.

Na China, ele custa de 4.999 yuans (12 GB + 256 GB) a 6.999 yuans (16 GB + 1 TB) — algo entre R$ 3.870 e R$ 5.420 em conversão direta, sem impostos.
Super Edition: ventoinha e 11.000 mAh
A Magic 9 Super Edition é a versão para quem joga. Com tela de 6,81 polegadas e o mesmo Snapdragon, ela traz um sistema de refrigeração com ventoinha de 30.000 rpm combinada a uma câmara de vapor, e uma bateria de 11.000 mAh — capacidade que confirma o que os vazamentos de setembro apontavam. Para caber tudo isso, a câmera fica mais simples: principal de 200 MP, teleobjetiva de 50 MP (3x) e grande-angular de 12 MP. O peso chega a 277 g. Curiosamente, é a mais barata das três: de 4.499 a 5.499 yuans.

Magic 9 Pro Max: o topo da linha
O Magic 9 Pro Max estreia o Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6 e uma tela LTPO de 6,8 polegadas que varia de 1 a 120 Hz e chega a 10.000 nits de pico em HDR. O trio de câmeras repete os 200 MP na principal e na periscópica, com 50 MP na ultrawide, e a bateria de 8.800 mAh aceita 100 W por cabo. Os preços vão de 6.499 a 8.499 yuans. A Honor também vende à parte teleconversores (G200 e G500) que se acoplam à câmera para ampliar o zoom, além de um kit da SmallRig para vídeo.

E no Brasil?
A Honor voltou ao país apostando em aparelhos intermediários e de entrada, como a linha X, e ainda não trouxe nenhum Magic para cá. Não há previsão para a nova família — e, se ela vier, a conversão direta dos preços chineses não serve de referência, porque impostos e custos de importação costumam quase dobrar o valor final. Por enquanto, quem quer um Honor oficial no Brasil encontra modelos como o Honor X7d.
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