A HMD — dona da marca Nokia e cada vez mais empenhada em construir identidade própria — voltou ao noticiário com um vazamento robusto do que seria o HMD Skyline 2, sucessor do celular que ganhou fama por unir design chamativo a uma proposta rara no mercado: a de ser fácil de consertar em casa. As imagens e a ficha técnica atribuídas ao aparelho circularam nas redes sociais e, embora nada tenha sido confirmado pela fabricante, desenham um intermediário premium bem mais ambicioso que o antecessor.
No papel, o salto é considerável. O vazamento aponta uma tela OLED Full HD+ com taxa de 144 Hz e brilho de até 2.000 nits, movida pelo Snapdragon 7s Gen 4 da Qualcomm, com até 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento ainda expansível por microSD — um mimo que sumiu da maioria dos rivais. O conjunto de câmeras é o ponto que mais chama atenção: sensor principal de 108 MP com estabilização óptica, teleobjetiva de 50 MP e uma ultrawide que teria pulado de meros 13 MP para 50 MP, além de uma frontal generosa, também de 50 MP.
A bateria manteria o carregamento de 40 W por fio, mas a novidade fica por conta do suporte a Qi2 com ímãs integrados, o padrão de recarga sem fio magnética que a Apple popularizou com o MagSafe e que ainda é escasso no mundo Android. Completam o pacote USB-C 3.2, som estéreo e um botão dedicado para a câmera. Mais importante do que a lista de specs, porém, é a menção a “reparos de 2ª geração”: sinal de que a HMD pretende insistir na bandeira da reparabilidade, herança do primeiro Skyline, desenvolvido com a iFixit para permitir troca de tela, bateria e outras peças pelo próprio dono.
Para o consumidor brasileiro, a marca ainda joga em um terreno de nicho — a presença da HMD e dos aparelhos Nokia por aqui é discreta e, quando chegam, costumam custar mais do que a ficha justificaria à primeira vista. Ainda assim, um intermediário com câmera de 108 MP, tela de 144 Hz e a promessa de vida útil longa graças à manutenção facilitada é o tipo de aposta que destoa do descartável. Resta esperar o anúncio oficial para saber se preço e disponibilidade vão acompanhar a ambição da ficha vazada.
