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GWM Ora 5: SUV elétrico terá produção nacional em nova fábrica no Espírito Santo

A escalada das montadoras chinesas no Brasil ganhou mais um capítulo de peso. A GWM confirmou que vai construir sua segunda fábrica no país, em Aracruz, no Espírito Santo, e que a unidade será responsável pela produção nacional do Ora 5 — o SUV elétrico que a marca aposta para brigar no segmento que mais cresce no mercado automotivo. A decisão tira o carro da condição de importado e o coloca na rota de fabricação local, um passo que costuma significar preços mais competitivos e prazos de entrega mais curtos para o consumidor.

Os números do projeto dão a dimensão da aposta. O complexo capixaba ocupará uma área de aproximadamente 1,7 milhão de metros quadrados, terá capacidade para produzir até 200 mil veículos por ano e faz parte de um plano de investimentos que pode chegar a R$ 10 bilhões até 2032. A GWM estima a geração de até 10 mil empregos diretos e indiretos, com cerca de 3,5 mil postos apenas durante a construção. A inauguração está prevista para meados de 2029, e a fábrica nasce com vocação “multienergia”: deve montar, na mesma linha, veículos elétricos, híbridos e a combustão, seguindo a estratégia global da montadora.

SUV elétrico GWM Ora 5, que terá produção nacional em Aracruz (ES)

No centro do anúncio está o Ora 5, um SUV elétrico que troca o visual retrô de outros modelos da submarca Ora por uma pegada mais robusta e utilitária. Sob a carroceria, ele traz um motor elétrico dianteiro de 204 cv de potência e 26,5 kgfm de torque, alimentado por uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 58,3 kWh. A autonomia declarada é de 349 quilômetros — número medido no ciclo chinês, que costuma ser mais otimista do que o padrão brasileiro, mas que dá uma boa ideia do posicionamento do carro como opção urbana e para viagens curtas.

Anúncio da nova fábrica da GWM no Espírito Santo

O movimento se encaixa num contexto maior. Com o fim gradual das isenções de imposto de importação para carros elétricos, montadoras chinesas como GWM e BYD correm para nacionalizar a produção e proteger seus preços no Brasil — um dos mercados de eletrificados que mais avança no mundo. Para o comprador brasileiro, mais fábricas significam mais concorrência, portfólio ampliado e a promessa de assistência técnica e reposição de peças mais próximas de casa. Ainda faltam anos até a linha capixaba ligar as máquinas, mas a mensagem já está dada: a briga pelos elétricos acessíveis vai se decidir, cada vez mais, dentro do próprio país.



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