O CEO da Take-Two Interactive, Strauss Zelnick, revelou que o GTA 6 “poderia ter custado mais” do que os valores praticados. A versão padrão do jogo está disponível por R$ 450, enquanto a edição Ultimate chega a R$ 550 — e, segundo o executivo, a empresa deliberadamente optou por uma precificação que considera acessível, sem abrir mão da rentabilidade da publicadora.

Em declarações públicas, Zelnick ressaltou a filosofia da empresa: “Nossa missão é sempre entregar muito mais valor ao consumidor do que o preço que cobramos”. A afirmação vem acompanhada de números animadores: as pré-vendas do GTA 6 estão superando as projeções iniciais, com a edição Ultimate — que inclui veículos exclusivos, armas, roupas, tatuagens, penteados e cinco estabelecimentos especiais — registrando leve vantagem sobre a versão base. Isso indica que boa parte do público está disposta a pagar mais pelos conteúdos adicionais.

A Take-Two espera superar US$ 8 bilhões em receita no ano fiscal, e o GTA 6 é a grande aposta para turbinar esse resultado. O executivo também aproveitou para afastar rumores de aquisição: Zelnick confirmou que a empresa não tem interesse em ser comprada pela Netflix ou por qualquer outra companhia, reafirmando a independência da Take-Two no mercado.

O preço de R$ 450 a R$ 550 pode parecer elevado para o padrão brasileiro, mas reflete a tendência global de aumento no custo dos jogos de nova geração — impulsionado pelo crescimento nos orçamentos de produção e pela inflação nos mercados internacionais. Para contextualizar, o GTA 6 é um dos projetos mais caros da história dos games, com orçamento estimado em bilhões de dólares ao longo de mais de uma década de desenvolvimento na Rockstar Games.
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