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Google Signature: app facilita assinatura digital no Android

Assinar um documento no celular ainda costuma ser uma operação desajeitada: imprimir, assinar no papel, fotografar e enviar, ou tentar rabiscar o nome na tela com o dedo. O Google quer eliminar esse atrito de vez. A empresa está desenvolvendo um recurso chamado Signature, que promete transformar a assinatura digital em algo tão simples quanto colar um texto — e a novidade já começou a aparecer para os primeiros usuários do Android.

A grande diferença do Signature em relação a aplicativos de assinatura que já existem é que ele opera no nível do sistema operacional. Em vez de ser mais um app isolado, a função fica integrada ao Android e pode ser chamada por diferentes programas, do gerenciador de PDFs ao app de e-mail. Na prática, o sistema age como um cofre virtual que guarda diferentes versões da sua assinatura: o desenho original feito à mão, fotos de assinaturas tiradas de outros documentos e até iniciais em várias fontes. Na hora de assinar, basta escolher a versão desejada — sem caneta Stylus e sem refazer o traço toda vez.

Recurso Signature de assinatura digital no Android

Como é comum nas estreias do Google, o Signature deve chegar primeiro aos aparelhos da linha Pixel, exigindo pelo menos o Android 12. A expansão para celulares de outras marcas depende da liberação da API para desenvolvedores, algo que ainda não aconteceu — ou seja, a adoção em larga escala deve ser gradual ao longo dos próximos meses. A função faz parte do pacote de atualizações de junho distribuído pela Play Store, que costuma trazer melhorias de sistema sem depender de uma nova versão completa do Android.

Para o usuário brasileiro, vale uma ressalva importante: o Signature resolve a parte prática de inserir uma assinatura em um documento, mas não confere a ele o mesmo peso jurídico da assinatura eletrônica oficial. Por aqui, quem precisa de validade legal continua recorrendo ao Gov.br, que usa certificado digital e já ultrapassou a marca de 500 milhões de acessos. O recurso do Google, portanto, deve brilhar mais no dia a dia — contratos informais, formulários, autorizações escolares — do que em documentos que exigem fé pública.



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