Faltando menos de um mês para o evento Made by Google, quem entregou o próximo celular da empresa foi a própria empresa. Um vídeo publicado na Google Store dos Estados Unidos mostra o Pixel 11 Pro antes da hora, revelando o design do aparelho e confirmando um recurso que até então vivia no terreno dos vazamentos: o Pixel Glow.
Trata-se de um orbe RGB integrado ao módulo de câmeras — mais precisamente embutido no flash LED. De acordo com o material da Google Store, a luz se acende em cores para sinalizar notificações e a ativação do Gemini, funcionando como um indicador visual do assistente. É o tipo de detalhe que parece pequeno, mas que marca uma virada estética: o Google vinha tratando a barra de câmeras como assinatura visual da linha e agora a transforma também em interface, num movimento que lembra menos a concorrência Android e mais os antigos LEDs de notificação que sumiram dos celulares ao longo da última década.
O vídeo também deixa ver a ficha técnica do Pro. São 6,3 polegadas de tela LTPO AMOLED, o processador Tensor G6 de sete núcleos, 12 GB ou 16 GB de RAM, 128 GB ou 256 GB de armazenamento e o modem MediaTek M90 cuidando do 5G — a confirmação de que o Google encerrou mesmo a longa parceria com os modems da Samsung. O corpo mede 71,8 x 152,7 x 8,4 mm, e as cores mostradas são verde-oliva e coral. Preços não apareceram.
O vazamento, se é que ainda cabe a palavra, veio acompanhado de uma ação promocional: a inscrição para o código de desconto vai até 7 de agosto, o lançamento está marcado para 12 de agosto e o resgate da oferta se encerra em 27 de agosto. Ou seja, a página estava sendo preparada para o dia do anúncio e subiu antes do combinado — um deslize que a Google acabou cometendo contra o próprio suspense.
Para o leitor brasileiro, o alerta de sempre continua valendo: o Pixel não tem venda oficial por aqui e chega por importação, com preço em dólar mais frete e impostos. Ainda assim, a linha funciona como vitrine do que o Google pretende fazer com Android e IA — e o Pixel Glow é um bom exemplo de recurso que, se pegar, tende a aparecer em celulares de outras marcas vendidos no Brasil bem antes de o próprio Pixel virar opção realista no varejo nacional.