O Google liberou no Brasil, no dia 28 de outubro, os Perfis de Busca. O recurso é uma página oficial dentro do buscador que junta num só lugar as redes sociais, os links e as publicações recentes de um criador de conteúdo. Marcas e veículos de imprensa também podem pedir a sua.
Quem pode pedir
O critério de entrada é um número. O perfil precisa ser público e ter mais de 10 mil seguidores em pelo menos uma de quatro plataformas aceitas: Instagram, TikTok, YouTube ou X. Não há restrição de tema, e a empresa cita tecnologia, moda, viagem e gastronomia como exemplos de nichos atendidos. O pedido é feito na página do recurso, com login na conta Google e vinculação das redes compatíveis, que servem para confirmar a identidade de quem solicita.
Onde o perfil aparece
A página surge quando alguém pesquisa o nome ou o apelido do criador no Google. Ela também abre pelo Discover, o feed da tela inicial do app do Google, quando o usuário toca no nome do autor de um conteúdo, e pelo painel de informações que aparece nos resultados de pesquisa. Há ainda um link direto, feito para ser compartilhado. O dono do perfil troca avatar, biografia e links, e escolhe quais artigos, vídeos e posts ficam em destaque.
Por que isso importa
Na prática, o Google passa a disputar espaço com os agregadores de links que criadores colocam na bio do Instagram e do TikTok. A vantagem é que a página mora dentro do buscador e fica ligada a contas confirmadas, o que ajuda a separar o perfil real de contas falsas e páginas de fã que costumam aparecer quando se pesquisa o nome de alguém conhecido.
Para veículos de imprensa, que vêm perdendo cliques para os resumos gerados por IA no topo da busca, um perfil próprio é uma forma de recuperar alguma vitrine. Não resolve a queda de tráfego, mas pelo menos coloca a marca do veículo na frente de quem já está procurando por ela.
Se você tem mais de 10 mil seguidores em alguma das quatro redes, vale pedir agora. Quem controla a própria página decide o que o público vê primeiro ao pesquisar seu nome, em vez de deixar isso para o algoritmo.
O Google afirma que vai abrir o recurso a mais criadores e editores, inclusive em outros países, e que novas funções estão previstas, sem datas definidas. Na mesma linha de ampliar o que aparece na busca, mensagens de comunidades públicas do Discord também vão passar a ser encontradas pelo Google em breve.
