O Modo IA da busca do Google deixou de apenas responder sobre viagem e passou a fazer parte do processo de compra. A partir de 27 de agosto, a empresa começou a liberar três recursos ligados a passagens e hospedagem, e o mais útil deles é o alerta de preço: basta descrever a rota e o período na conversa para que o buscador passe a monitorar os valores em mais de 300 parceiros entre companhias aéreas e sites de viagem, avisando por e-mail quando o preço cair.
O segundo recurso mira quem viaja com programa de fidelidade. O Modo IA agora informa quantas milhas ou pontos são necessários para um voo específico em determinada data, poupando a peregrinação por três ou quatro sites de resgate. Entre as parceiras estão Alaska Airlines, American Airlines e redes hoteleiras como Choice Hotels e Hilton — e o Google anunciou que a integração com a LATAM chega “nas próximas semanas”, o que finalmente coloca uma companhia relevante para o público brasileiro no mapa.

Já a reserva de hotel concluída dentro do chat é o passo mais ousado — e o mais restrito. O usuário escolhe datas e tipo de quarto, preenche os dados pessoais e paga com Google Pay sem nunca sair da conversa, em parceria com Booking.com, Choice Hotels, Expedia, Hilton e Hotels.com. O recurso está disponível apenas nos Estados Unidos e em inglês, sem previsão anunciada para outros mercados.

Vale entender o que está em jogo por trás da conveniência. Quando a busca fecha a compra sozinha, o clique que antes ia para o site da agência ou da companhia aérea some — e com ele a chance de o parceiro construir relação direta com o cliente. É a mesma disputa que já se vê no varejo e nas notícias, agora aplicada ao turismo. Para o viajante brasileiro, o proveito imediato fica com o alerta de preço e a consulta de milhas, que não dependem de estar nos EUA; a reserva no chat, por ora, é só uma prévia do que provavelmente chega por aqui mais adiante.
