O Google Meet recebeu duas mudanças de naturezas bem diferentes. Uma é invisível e vale para todo mundo: as chamadas passam a usar criptografia pós-quântica. A outra é paga e aparece no fim de cada reunião: o Gemini sugere tarefas de acompanhamento e as executa com um toque.
Proteção contra quem guarda dados para depois
Computadores quânticos capazes de quebrar a criptografia atual ainda não existem. O risco que o Google quer cobrir é outro, conhecido como “armazenar agora, decifrar depois”: alguém intercepta o tráfego hoje, guarda, e espera ter uma máquina potente o bastante para abri-lo daqui a alguns anos. Com a nova camada, o conteúdo das chamadas capturado agora continua protegido mesmo nesse cenário.

A distribuição começou em 12 de outubro na versão web para notebooks e nos equipamentos de salas de reunião, e pode levar até 15 dias para aparecer em todas as contas. O app de celular vem depois, sem data. Não há nada para ligar: a proteção vale para contas pessoais, Workspace Individual e todos os clientes do Workspace. Até aqui, o Meet só usava criptografia resistente a computadores quânticos nas chamadas com criptografia do lado do cliente, recurso restrito a empresas. A mudança segue o padrão que o mercado vem adotando desde 2024, quando o NIST, órgão de padrões dos Estados Unidos, publicou os primeiros algoritmos oficiais de criptografia pós-quântica.
Gemini cuida do que vem depois da reunião
A segunda novidade se chama próximas etapas e usa o Gemini junto com o Workspace Studio, a ferramenta de automação do Google. Quando a reunião termina, a tela final ganha a seção “Rotinas desta reunião”. Por enquanto há duas opções: gerar um rascunho de e-mail de acompanhamento no Gmail e mandar os itens de ação para o Google Tarefas. O Google promete outras rotinas em breve.

Para funcionar, o Anote por mim precisa estar ligado durante a chamada. Dá para ativar uma rotina numa reunião avulsa, em toda a série de uma reunião recorrente ou em todas as reuniões de uma vez.

O recurso vem ligado por padrão e começou a ser liberado em 5 de outubro, numa distribuição que pode passar de 15 dias. Ele está nos planos Business Standard e Plus, Enterprise Standard e Plus do Workspace e no complemento Google AI Pro for Education. Contas pessoais ficam só com a parte da criptografia.
Quem passa o dia em videochamada pelo computador também ganha com uma câmera melhor que a do notebook, como a Logitech C920s.
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