O Google passou a oferecer no Google Fotos um controle simples que faltava desde a chegada do recurso “Pergunte às Fotos”: agora dá para ligar e desligar a busca com Gemini a qualquer momento, direto na tela de pesquisa. Antes, a camada de IA ficava sempre ativa, e o usuário não tinha como escolher.
A diferença entre os dois modos é prática. A busca convencional é determinística e rápida — ela resolve bem pedidos objetivos como “fotos no Rio de Janeiro” ou “mídias do meu pet”, devolvendo resultados sem precisar processar nada com IA. Já a busca com Gemini foi feita para perguntas contextuais, do tipo “o que eu comi na viagem a Barcelona?” ou “quais fotos ficariam boas como papel de parede”. São respostas mais interpretativas, e por isso demoram mais.

Por padrão, o app decide sozinho
O comportamento padrão do aplicativo é fazer a busca clássica e delegar ao Gemini apenas os pedidos que ele considera complexos demais para o modo tradicional. O novo botão serve para o usuário assumir esse controle: quem quer velocidade e previsibilidade desliga a IA; quem está tentando garimpar algo que não lembra direito, liga.
Essa é uma reclamação recorrente de quem usa buscas com IA em produtos de consulta rápida. Quando o objetivo é achar uma foto específica e você já sabe exatamente o que digitar, o processamento extra só atrapalha — e às vezes a interpretação criativa do modelo devolve resultados piores do que a busca literal.
O que é preciso para usar
A busca assistida por IA não está disponível para todo mundo. O Google exige que o usuário tenha 18 anos ou mais, esteja logado em uma conta com os recursos do Gemini habilitados, tenha o agrupamento por reconhecimento facial ativado e o próprio rosto identificado, mantenha a localização aproximada ligada e esteja em uma região onde o recurso já foi liberado. Essa lista de pré-requisitos explica por que o alternador tende a aparecer para os usuários em ondas, e não para todos ao mesmo tempo.
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