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Google encerra suporte ao Android 6 e Play Services agora exige Android 7

O Google Play Services deixou de dar suporte ao Android 6.0 Marshmallow. A partir de agora, a camada de serviços que o Google atualiza silenciosamente em quase todo celular Android exige Android 7.0 Nougat como versão mínima — e isso encerra um ciclo que começou em setembro de 2015, quando o Marshmallow foi lançado. São cerca de dez anos de vida útil, uma das maiores janelas de suporte que uma versão do Android já teve.

A mudança não veio com um anúncio de palco. Ela apareceu do jeito mais discreto possível: desenvolvedores começaram a avisar, nas notas de atualização de seus aplicativos, que o Android 6 sairia da lista de sistemas compatíveis. É importante entender por que isso pesa tanto. O Play Services não é “só” a loja de aplicativos: é a peça que cuida de login com conta Google, notificações push, APIs de localização, pagamentos, verificações antifraude e do próprio Play Protect, o antivírus embutido do Android. Quando essa peça congela numa versão, o aparelho para de receber correções por essa via — mesmo que o sistema em si já estivesse parado há anos.

Aparelhos com Android 6 Marshmallow ficam sem novas versões do Play Services

Na prática, quem ainda usa um celular com Marshmallow não vai ver o aparelho morrer da noite para o dia. Ligações, SMS, alarme, calculadora, câmera e os apps já instalados que não dependem dos serviços do Google continuam funcionando normalmente. O problema é o desgaste lento: cada aplicativo que sobe sua exigência mínima de Play Services deixa de atualizar, depois deixa de abrir. Bancos, carteiras digitais e mensageiros costumam ser os primeiros a cortar versões antigas, justamente porque são os que mais dependem de verificações de segurança atualizadas.

Para o Brasil, esse tipo de corte tem um efeito maior do que em mercados ricos. Aqui, aparelhos de entrada circulam de mão em mão por muito tempo — vão do dono original para um familiar, depois para uma criança, depois para o uso como “celular do trabalho”. Um Android 6 pode muito bem estar na terceira mão em 2026. A recomendação sensata é simples: se o aparelho é o telefone principal de alguém, com banco e WhatsApp instalados, já passou da hora de trocar. Se é um aparelho secundário, ele ainda rende como despertador, controle de dispositivos de casa inteligente ou tocador de música offline — desde que fique fora de qualquer coisa que envolva senha ou dinheiro.

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O recado maior aqui é sobre o modelo de suporte do Android. O sistema instalado no aparelho quase nunca é atualizado por muitos anos, mas o Play Services funciona como uma prótese: ele mantém APIs modernas rodando em versões velhas do Android e adia a obsolescência. Quando o Google levanta o piso dessa prótese, o corte é definitivo. Levar o mínimo para o Nougat significa que qualquer celular lançado a partir de 2016 ainda está dentro da linha — e que a próxima elevação de piso, quando vier, vai atingir uma geração bem maior de aparelhos.



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