O Google começou a liberar em 5 de outubro o suporte nativo a arquivos Markdown no Drive e no Docs. Um arquivo .md ou .markdown agora abre direto no Docs e pode ser editado, comentado e compartilhado em tempo real sem virar um documento do Google. Ao salvar, ele continua sendo Markdown.
No Drive, a pré-visualização passa a mostrar o arquivo renderizado, com títulos, links clicáveis e tabelas, em vez do texto cru com cerquilhas e asteriscos. No Docs dá para trabalhar no modo visual de sempre ou alternar para o código-fonte e mexer na sintaxe diretamente. Não há chave para ligar: o Google informa que não existe configuração para o usuário nem controle para administradores. Vale para todos os clientes do Workspace e para contas pessoais, e a liberação pode levar até 15 dias para chegar a todo mundo.

O Docs já conversava com Markdown, mas sempre por conversão. Em 2022 ganhou a formatação automática enquanto se digita, e em julho de 2024 passou a importar e exportar .md e a copiar e colar como Markdown. Importar, porém, criava um Google Doc novo: a formatação se perdia em parte, os comentários iam embora e o arquivo original ficava separado da cópia editada.
O Google apresenta a novidade pensando em pessoas e agentes de IA editando o mesmo arquivo. Faz sentido: Markdown é o formato em que modelos de linguagem costumam ler e escrever, e é também o de READMEs, documentação técnica e anotações de apps como o Obsidian. Para quem guarda esse tipo de arquivo no Drive, acaba a etapa de converter, editar e exportar de volta.
