O crescimento dos data centers levou o Google a contratar eletricidade por duas décadas e financiar mais geração em usinas que já funcionam. Anunciado em 6 de outubro, o acordo com a Constellation prevê acrescentar 890 megawatts à rede PJM, nos Estados Unidos, por meio da modernização de 11 unidades nucleares.
A diferença está no destino do investimento: os mais de US$ 4,3 bilhões previstos pela Constellation irão para equipamentos e melhorias de eficiência. O plano aproveita instalações existentes em Illinois, Pensilvânia e Nova Jersey. A primeira entrega de capacidade adicional está prevista para 2028.
Dois contratos, efeitos diferentes
Há também um compromisso de fornecimento de 2.700 MW durante 15 anos, ligado à geração que já existe. Esses números não devem ser somados como se todo o pacote representasse energia nova: a ampliação física anunciada é de 890 MW. O contrato de compra ajuda a dar previsibilidade de receita aos projetos.
Para quem acompanha IA no Brasil, o anúncio mostra uma parte do custo de expandir esses serviços que não aparece na interface de um chatbot: garantir eletricidade para a infraestrutura. O investimento descrito pelas empresas é nos Estados Unidos; o comunicado não anuncia usinas, tarifas ou novos data centers brasileiros.
A parceria inclui ainda cinco anos de colaboração tecnológica com Google Cloud e Gemini Enterprise para operações da Constellation. Os prazos e volumes constam do comunicado conjunto das empresas.
Imagem de capa: montagem ilustrativa; não representa uma usina específica do acordo.
