🔥 Entre no nosso grupo e receba as melhores ofertas de tech Entrar agora →
Melhores Tech
Voltar
desktops

Chrome e Safari ganham proteções contra o golpe ClickFix e o rastreamento por e-mail

Web Story
Chrome e Safari ganham proteções contra o golpe ClickFix e o rastreamento por e-mail

Google e Apple mexeram em seus navegadores neste mês para fechar duas brechas diferentes. O Chrome passou a inspecionar comandos copiados pelo usuário, de olho em um golpe chamado ClickFix. Já o Safari cortou a comunicação com serviços que transformam o e-mail digitado em formulários num rastreador que acompanha a pessoa de site em site.

O golpe que pede para você mesmo instalar o vírus

O ClickFix depende de engenharia social. A vítima cai numa página falsa que simula uma mensagem de erro e recebe uma “solução”: copiar um trecho de texto e colar no Terminal ou na janela Executar do Windows. Esse texto é um comando que usa ferramentas do próprio sistema operacional para puxar um programa malicioso da internet. Como o arquivo não passa pela tela de downloads do navegador, a checagem tradicional do Chrome nunca entra em ação.

Ilustração sobre segurança em navegadores

A resposta do Google foi olhar para a área de transferência. Com o modo de Proteção Aprimorada ligado, o Chrome avalia o que foi copiado e, se encontrar algo com cara de script perigoso, consulta o Safe Browsing, o serviço de reputação de ameaças da empresa. Confirmada a suspeita, o navegador mostra um alerta e interrompe a operação antes que o comando chegue a rodar. Segundo o Google, a ideia é parar esse tipo de ataque rapidamente sem atrapalhar quem cola comandos por trabalho, como desenvolvedores.

O detalhe que importa: a Proteção Aprimorada não vem ativada de fábrica no Chrome. Quem quiser o novo filtro precisa ligar o modo em Configurações, na seção Privacidade e segurança. Para quem usa o computador da família ou ajuda parentes menos acostumados com tecnologia, vale fazer isso hoje.

Proteção contra golpes e rastreamento na web

Safari fecha a torneira do e-mail

Do lado da Apple, o alvo é a chamada resolução de identidade. Empresas de rastreamento capturam o endereço que a pessoa digita ao se cadastrar ou fazer login em uma loja e usam esse dado como um identificador fixo. Como o e-mail é o mesmo em todo lugar, ele permite ligar a navegação em sites diferentes e montar um perfil para anúncios direcionados.

A equipe do WebKit, motor por trás do Safari, explicou em relatório publicado na segunda-feira (19) que derrubar cookies de terceiros deixou de ser suficiente. Com o fim desses cookies, a indústria de publicidade migrou para métodos apoiados em dados de cadastro, e os pesquisadores da Apple descrevem o momento atual como uma fase pós-cookie. A saída adotada nas versões mais recentes dos sistemas da marca foi bloquear, no nível do domínio, as conexões com a infraestrutura desses rastreadores. Sem acesso à rede, o script não consegue mandar o e-mail para fora.

O que muda para quem usa no Brasil

As duas medidas atacam problemas que o internauta brasileiro conhece bem: páginas falsas que pedem ações estranhas e anúncios que parecem saber demais. A do Chrome tem alcance maior, já que o navegador do Google lidera o uso em computadores no país, mas depende de uma configuração que a maioria nunca abriu. A do Safari funciona sem esforço, desde que o iPhone, iPad ou Mac esteja atualizado.

O filtro de área de transferência vale para quem ativar a Proteção Aprimorada no Chrome. O bloqueio de rastreamento por e-mail já está nas versões atuais do Safari e do WebKit distribuídas pela Apple.



Gostou deste artigo?

★ ★ ★ ★ ★
-- • -- votos

Você pode gostar também