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Golpe do falso TSE cobra R$ 47,90 por Pix para 'regularizar' título às vésperas da eleição

Web Story
Golpe do falso TSE cobra R$ 47,90 por Pix para 'regularizar' título às vésperas da eleição

A dois dias do primeiro turno, marcado para domingo (4), a empresa de segurança ESET encontrou um site que copia o visual do Tribunal Superior Eleitoral para cobrar uma multa que não existe. O valor é de R$ 47,90, pago por Pix, e a página promete “regularizar” o título de eleitor de quem pagar.

O que torna esse golpe mais perigoso que um phishing comum é o uso de dados verdadeiros. A vítima digita o CPF e a página devolve o nome completo dela; na tela seguinte aparece o nome da mãe. Título, zona e seção vêm mascarados, como num serviço oficial. A ESET não sabe de onde saíram essas informações e diz não haver sinal de que tenham vazado de sistemas da Justiça Eleitoral. O mais provável é que venham de alguma das bases vazadas que circulam na internet há anos.

Tela do site falso que imita o TSE e mostra a situação do título como pendente

Depois disso vem a cobrança, dividida em três linhas para parecer burocracia: a maior parte, R$ 26, seria pela falta à urna; outros R$ 14,90 viriam de supostos encargos e R$ 7 de uma taxa de cadastro. Um aviso ameaça suspender o direito de votar, cortar benefícios sociais e travar serviços públicos. Ao clicar em “Quitar débitos”, o eleitor recebe um QR Code e o Pix Copia e Cola. O pesquisador Jonathan Ramos, da ESET, resume a tática: os dados reais dão cara de oficial à página e a ameaça de não poder votar apressa o pagamento antes que a pessoa olhe o endereço do site ou o nome de quem recebe.

Tela de pagamento por Pix do golpe, com QR Code e valor de R$ 47,90

Há dois jeitos rápidos de desmascarar a fraude. O primeiro é o domínio: o site termina em “.online”, e todo endereço da Justiça Eleitoral termina em “tse.jus.br”. O segundo é o recebedor do Pix. Multa eleitoral paga por Pix vai para o Tesouro Nacional, e aqui o banco mostra uma empresa com sede em Curitiba. A ESET também notou que qualquer CPF testado gera exatamente a mesma dívida. A empresa não confirmou se essa firma participa do esquema ou só intermedeia os pagamentos.

Para conferir a situação do título, use o site do TSE ou o aplicativo e-Título, que libera o download no dia da votação. Quem já pagou deve procurar o banco, relatar a fraude e pedir o MED do Pix, que pode devolver o dinheiro se ainda houver saldo na conta do golpista. O boletim de ocorrência pode ser feito online na delegacia virtual do estado.

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