A Samsung finalmente tirou o Galaxy S26 FE do terreno dos vazamentos. Depois de meses de renders, registros em órgãos reguladores e fichas técnicas pela metade circulando na internet, o aparelho foi apresentado oficialmente nesta quinta-feira (27) — e o principal recado da fabricante é que a linha “Fan Edition” parou de ser um Galaxy topo de linha do ano passado com desconto.
O motivo é o processador. O S26 FE estreia com o Exynos 2500 fabricado em 3 nanômetros, o mesmo chip que move o Galaxy S26 padrão. É a primeira vez que um FE chega ao mercado com a litografia mais avançada do portfólio da Samsung dentro do mesmo ciclo do carro-chefe, e não uma geração atrás. Na prática, isso muda o que dá para esperar em desempenho sustentado, consumo de bateria e, principalmente, nos recursos de IA que dependem de processamento local.

O resto da ficha segue a fórmula conhecida: tela AMOLED Dinâmico 2X de 6,7 polegadas com 120 Hz e pico de 1.900 nits, 8 GB de RAM, 128 GB ou 256 GB de armazenamento e bateria de 4.900 mAh com carregamento de 45 W. O conjunto de câmeras traz sensor principal de 50 MP com estabilização óptica, ultrawide de 12 MP com campo de 123 graus e uma teleobjetiva com zoom óptico de 3x, também estabilizada. As cores anunciadas são pistache, roxo e grafite.

Do lado do software, o aparelho já sai de fábrica com Android 17 e One UI 9, acompanhado da promessa de sete anos de atualizações de sistema e segurança — o mesmo compromisso dado aos modelos mais caros. Entre as novidades voltadas a vídeo estão o Horizon Lock, que mantém a gravação nivelada mesmo com o celular tremendo, o My FanCam, que rastreia automaticamente uma pessoa em cena, e o Audio Eraser, que separa e remove ruídos indesejados da trilha de áudio.

Para quem acompanha o mercado brasileiro, o ponto de atenção é o preço. O valor internacional parte de US$ 699,99, e a conversão direta ignora impostos e a margem praticada por aqui — historicamente, os FE chegam ao Brasil bem acima do que essa conta sugere. As vendas começam nos Estados Unidos em 3 de setembro pelas operadoras e em 4 de setembro no varejo. A Samsung ainda não anunciou data nem preço nacionais, embora o aparelho já tenha passado pela homologação da Anatel, o que costuma indicar um lançamento local relativamente próximo.

O posicionamento faz sentido num momento em que a briga por celulares entre R$ 3.000 e R$ 4.000 ficou mais dura no Brasil, com fabricantes chinesas empilhando bateria grande e carregamento rápido nessa faixa. A aposta da Samsung é outra: entregar o mesmo silício do topo de linha e um ciclo de suporte de sete anos, apostando que longevidade vale mais do que número grande na ficha técnica. Enquanto o S26 FE não chega, quem quer um Galaxy de ponta hoje ainda esbarra no Galaxy S25 Ultra e no Galaxy S24 FE, a geração anterior direta deste lançamento.
Onde comprar (linha Galaxy à venda no Brasil):
